Petróleo despenca mais de 5% após sinalização de acordo entre EUA e Irã
Por Henrique Spínola
25/05/2026 às 07:02
Atualizado em 25/05/2026 às 07:43

Foto: Egor Aleev/TASS
Os preços internacionais do petróleo registraram forte queda nesta segunda-feira (25) após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando avanços nas negociações diplomáticas com o Irã. O barril do petróleo Brent, referência mundial, chegou a cair mais de 5% e voltou a ser negociado abaixo da marca dos US$ 100.
Segundo o mercado financeiro internacional, investidores reagiram positivamente à possibilidade de redução das tensões no Oriente Médio, região considerada estratégica para o abastecimento global de petróleo. Trump afirmou que as conversas entre Estados Unidos e Irã estariam em “estágio final”, aumentando as expectativas de um possível acordo para diminuir riscos de interrupção no fornecimento da commodity.
Durante as negociações desta manhã, os contratos futuros do Brent chegaram a recuar cerca de 5%, sendo cotados próximos de US$ 98 por barril. Já o petróleo WTI, principal referência dos Estados Unidos, também registrou perdas superiores a 5%.
A queda acontece após semanas de forte volatilidade provocada pela crise envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Nos últimos meses, o mercado internacional vinha operando sob temor de possíveis bloqueios no Estreito de Ormuz, rota responsável por grande parte do transporte marítimo de petróleo do mundo.
Em momentos mais críticos da crise, o barril do Brent chegou a ultrapassar os US$ 110, impulsionado pelo receio de desabastecimento global e pela escalada militar no Oriente Médio. Com o novo cenário de negociação diplomática, operadores passaram a apostar em redução dos riscos geopolíticos, pressionando os preços para baixo.
Além das falas de Trump, analistas também apontam que o mercado reagiu ao aumento das expectativas de retomada gradual do fluxo de petróleo na região e à possibilidade de flexibilização de restrições comerciais envolvendo o Irã.
A movimentação do petróleo também impactou bolsas internacionais e empresas do setor de energia. Ações ligadas ao segmento petrolífero operaram em queda em diversos mercados, enquanto investidores monitoram os próximos desdobramentos das negociações diplomáticas.
Apesar do otimismo do mercado, especialistas avaliam que o cenário ainda segue instável. Qualquer nova escalada militar ou fracasso nas negociações pode provocar nova disparada nos preços da commodity nos próximos dias.
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