Israel voltou a realizar ataques aéreos no sul do Líbano nos últimos dias, ampliando a tensão com o grupo xiita Hezbollah em meio ao frágil cessar-fogo negociado recentemente com mediação internacional. As ações militares atingiram diferentes áreas da região sul do país e deixaram mortos e feridos, segundo autoridades libanesas.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, os bombardeios mais recentes provocaram dezenas de mortes em cidades próximas à fronteira com Israel. Entre os alvos atingidos estariam áreas urbanas, prédios residenciais e regiões apontadas por Israel como posições ligadas ao Hezbollah.
Hezbollah intensifica ataques
O Hezbollah afirmou ter realizado novos ataques contra posições militares israelenses no sul do Líbano e na região de fronteira. Segundo o grupo, as ofensivas seriam uma resposta às ações militares israelenses e às violações do cessar-fogo firmado em abril.
Nos últimos dias, o grupo também ampliou o uso de drones explosivos e foguetes contra tropas israelenses, elevando a preocupação internacional sobre uma possível escalada ainda maior do conflito.
Ceasefire segue sob pressão
O atual cessar-fogo entre Israel e Líbano entrou em vigor em abril deste ano, após intensa pressão diplomática dos Estados Unidos e de aliados internacionais. Apesar disso, os confrontos não cessaram completamente e ambos os lados vêm trocando acusações de violações do acordo.
Israel afirma que mantém operações militares para impedir ações do Hezbollah próximas à fronteira. Já o grupo libanês acusa o governo israelense de continuar promovendo ataques em território libanês mesmo após o acordo temporário de trégua.
Comunidade internacional acompanha avanço da crise
A nova onda de confrontos aumentou o alerta da comunidade internacional sobre o risco de ampliação da guerra no Oriente Médio. Os Estados Unidos confirmaram novas rodadas de negociações entre Israel e Líbano nos próximos dias, na tentativa de evitar o agravamento do conflito e buscar um acordo mais duradouro.
Enquanto isso, moradores do sul do Líbano seguem enfrentando destruição, deslocamentos e medo de novos ataques em meio à instabilidade na região.