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Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026

Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026

Por Henrique Spínola

11/05/2026 às 06:56

Imagem de Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026

Foto: Wikipédia

O estado de Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavírus registrada no Brasil em 2026. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde mineira neste domingo (10). A vítima era um homem de 46 anos, morador do município de Carmo do Paranaíba, na região do Alto Paranaíba.

Segundo as autoridades de saúde, o paciente tinha histórico de contato com roedores silvestres em uma área de lavoura. Os primeiros sintomas surgiram no início de fevereiro, e o quadro evoluiu rapidamente até o óbito, confirmado dias depois pela Fundação Ezequiel Dias.

Caso é tratado como isolado

A Secretaria de Saúde informou que, até o momento, o caso é considerado isolado e sem relação com outros registros recentes da doença no país ou no exterior. O hantavírus voltou a chamar atenção internacional após um surto registrado em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico nas últimas semanas.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil costuma registrar poucos casos anuais da doença, geralmente associados a áreas rurais e ao contato com ambientes contaminados por fezes, urina ou saliva de roedores infectados.

O que é hantavírus

A hantavirose é uma doença viral aguda considerada grave e potencialmente letal. No Brasil, a forma mais comum é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, que pode provocar febre, dores musculares, falta de ar e comprometimento respiratório severo.

A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas presentes em locais com circulação de roedores silvestres, especialmente em áreas rurais, celeiros, plantações e galpões fechados. Não há vacina disponível contra a doença no país.

Autoridades reforçam medidas de prevenção

As autoridades sanitárias reforçaram orientações para evitar contato com roedores e manter cuidados em áreas rurais, como uso de equipamentos de proteção durante limpeza de ambientes fechados e armazenamento adequado de alimentos.

O caso reacendeu o alerta das equipes de vigilância epidemiológica, que seguem monitorando possíveis novos registros da doença no país.

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