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“FILA DA VIDA”: WAGNER SE IRRITA APÓS JORNALISTA RELATAR QUE MÃE MORREU ANTES DE CONSEGUIR TRATAMENTO

“FILA DA VIDA”: WAGNER SE IRRITA APÓS JORNALISTA RELATAR QUE MÃE MORREU ANTES DE CONSEGUIR TRATAMENTO

Durante entrevista em rádio, Dulce Santos afirmou que a mãe morreu vítima de câncer antes de ser chamada para iniciar a quimioterapia; Jaques Wagner reagiu à forma da pergunta, reconheceu problemas na regulação e citou avanços na estrutura de saúde do est

Por Redação

18/09/2026 às 12:19

Atualizado em 18/09/2026 às 12:46

Imagem de “FILA DA VIDA”: WAGNER SE IRRITA APÓS JORNALISTA RELATAR QUE MÃE MORREU ANTES DE CONSEGUIR TRATAMENTO

Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

O senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) foi confrontado nesta quinta-feira (17) com um relato pessoal sobre a fila da regulação da saúde na Bahia. Durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da Rádio Regional, a jornalista Dulce Santos contou que sua mãe morreu vítima de câncer no estômago antes de conseguir iniciar o tratamento de quimioterapia pelo sistema público.

Segundo o relato feito pela jornalista durante a entrevista, quando a família recebeu a convocação para a primeira sessão de quimioterapia, a paciente já havia falecido. Dulce utilizou o caso para questionar Wagner sobre os problemas da regulação e defender que pacientes com doenças graves, especialmente câncer, não podem enfrentar longos períodos de espera.

O questionamento provocou um momento de tensão na entrevista. Wagner demonstrou incômodo com a maneira como a pergunta foi apresentada e fez observações sobre a forma como, na avaliação dele, o tema deveria ser abordado jornalisticamente.

Jornalista relatou caso da própria mãe

Dulce Santos apresentou a situação familiar ao questionar o senador sobre o funcionamento da regulação.

De acordo com o relato, sua mãe aguardava tratamento contra um câncer no estômago e morreu antes que a primeira sessão de quimioterapia fosse disponibilizada. Quando o chamado chegou, segundo a jornalista, já não havia possibilidade de atendimento porque a paciente havia falecido.

A jornalista argumentou que determinados tratamentos não podem aguardar meses e cobrou mudanças no funcionamento do sistema.

O caso apresentado por Dulce é um relato pessoal feito durante a entrevista. A reportagem consultada não apresenta documentos médicos ou informações oficiais que permitam verificar de forma independente os detalhes do atendimento específico da paciente.

Wagner reage à pergunta

Durante a resposta, Wagner demonstrou irritação com a maneira como o questionamento foi formulado e contestou a abordagem adotada pela jornalista.

Ao tratar do problema mais amplo da regulação, o senador reconheceu a existência de dificuldades, mas argumentou que a estrutura de saúde da Bahia foi ampliada durante os governos do seu grupo político. Também defendeu que a situação atual seja comparada com períodos anteriores para avaliar a evolução da rede estadual.

Wagner afirmou ainda que, atualmente, cerca de 70% das solicitações de regulação seriam atendidas em até 36 horas, enquanto aproximadamente 83% seriam solucionadas em até 72 horas. Os percentuais foram apresentados pelo próprio senador durante a entrevista.

Declaração sobre "fila da vida" já havia provocado críticas

O tema da regulação já havia colocado Wagner no centro de uma controvérsia durante a campanha eleitoral.

Em agosto, o senador se referiu ao sistema de regulação como uma "fila da vida", expressão que provocou críticas de adversários políticos.

O candidato ao Senado João Roma (PL), por exemplo, contestou publicamente a declaração e afirmou que famílias continuam relatando mortes enquanto aguardam atendimento. As declarações de Roma representam a posição de um adversário eleitoral de Wagner.

A fila da regulação é utilizada para organizar a transferência e o acesso de pacientes a leitos, procedimentos e serviços especializados disponíveis na rede de saúde.

Saúde entra no debate eleitoral

O episódio acontece a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro.

Wagner disputa a reeleição ao Senado e tem defendido, durante a campanha, a expansão da rede pública de saúde realizada ao longo das administrações estaduais do PT.

Ao mesmo tempo, o funcionamento da regulação tem sido usado por candidatos de oposição para questionar a gestão estadual da saúde.

O relato apresentado pela jornalista nesta quinta-feira acrescentou uma dimensão pessoal ao debate. Ao contar que a própria mãe morreu antes de ser chamada para iniciar a quimioterapia, Dulce Santos cobrou uma resposta diretamente de Wagner sobre a espera enfrentada por pacientes que dependem do sistema de regulação.

Wagner respondeu defendendo os avanços realizados na rede estadual e apresentando dados sobre os prazos de atendimento, mas o momento de tensão provocado pelo questionamento ganhou repercussão política e nas redes sociais nesta sexta-feira (18).

 

 

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