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Campanha de Jaques Wagner registra R$ 533 mil em recursos ligados ao primeiro suplente; valor está entre os maiores aportes individuais do país

Campanha de Jaques Wagner registra R$ 533 mil em recursos ligados ao primeiro suplente; valor está entre os maiores aportes individuais do país

Prestação de contas eleitoral mostra aporte de R$ 533 mil associado a Edvaldo Pereira de Brito, primeiro suplente na chapa de Wagner; dados financeiros das campanhas estão disponíveis no DivulgaCandContas do TSE.

Por Redação

18/09/2026 às 08:41

Imagem de Campanha de Jaques Wagner registra R$ 533 mil em recursos ligados ao primeiro suplente; valor está entre os maiores aportes individuais do país

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A campanha do senador Jaques Wagner (PT) à reeleição na Bahia recebeu um aporte de R$ 533 mil associado ao jurista e ex-prefeito de Salvador Edvaldo Pereira de Brito (PSD), primeiro suplente da chapa. O valor aparece nos dados de financiamento eleitoral divulgados pela Justiça Eleitoral.

O assunto ganhou repercussão nesta sexta-feira (18), a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O Bahia Notícias publicou levantamento apontando o montante de R$ 533 mil entre os maiores aportes individuais registrados nas campanhas do país.

Há, no entanto, uma diferença relevante na forma como o recurso foi descrito nas publicações consultadas. O Bahia Notícias classificou os R$ 533 mil como uma doação de Wagner à própria campanha. Já registros derivados da prestação de contas do TSE e reportagem anterior do Estadão, reproduzida pelo UOL, identificam Edvaldo Pereira de Brito como o responsável pelo aporte de R$ 533 mil à candidatura de Wagner. Por isso, a origem do recurso deve ser apresentada com essa ressalva.

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Edvaldo é primeiro suplente de Wagner

Edvaldo Pereira de Brito integra a chapa de Jaques Wagner como primeiro suplente ao Senado. Caso Wagner seja eleito e posteriormente deixe o mandato nas situações previstas pela legislação, cabe ao suplente assumir a cadeira.

A doação de R$ 533 mil foi registrada em agosto. Edvaldo declarou à Justiça Eleitoral patrimônio superior a R$ 12,5 milhões, segundo os dados apresentados no registro de candidatura.

O jurista já ocupou diferentes cargos públicos. Foi prefeito de Salvador entre 1978 e 1979, durante o período em que os prefeitos das capitais eram escolhidos indiretamente, e posteriormente exerceu outros cargos políticos e administrativos.

Campanhas têm dados financeiros divulgados pelo TSE

Desde terça-feira (15), o Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza os dados das prestações de contas parciais das Eleições 2026. As informações incluem recursos arrecadados, despesas, doadores, fornecedores e movimentações financeiras das candidaturas.

Segundo o TSE, partidos e candidatos tiveram de apresentar entre 9 e 13 de setembro as movimentações realizadas desde o início da campanha até 8 de setembro. As informações podem ser consultadas publicamente por meio do DivulgaCandContas e dos portais de dados eleitorais.

A divulgação das contas permite acompanhar tanto os recursos transferidos pelos partidos quanto as doações feitas por pessoas físicas e os valores próprios aplicados pelos candidatos.

Wagner declarou patrimônio de R$ 24,5 milhões

Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral para a disputa deste ano, Jaques Wagner informou patrimônio de aproximadamente R$ 24,52 milhões, segundo o levantamento publicado pelo Bahia Notícias.

Além do aporte de R$ 533 mil relacionado a Edvaldo Pereira de Brito, a candidatura também recebeu recursos provenientes do Partido dos Trabalhadores e outras receitas registradas na prestação de contas eleitoral.

Os números financeiros ainda podem sofrer alterações durante a campanha. O próprio sistema eleitoral prevê atualizações à medida que novas receitas e despesas são informadas pelos candidatos e partidos, e os valores definitivos serão consolidados na prestação de contas final.

Primeiro turno será em 4 de outubro

As eleições gerais estão marcadas para 4 de outubro de 2026. Na Bahia, os eleitores escolherão, entre outros cargos, dois representantes para o Senado Federal.

Jaques Wagner disputa a reeleição. A movimentação financeira de sua campanha, assim como a dos demais candidatos, continuará sendo atualizada no sistema da Justiça Eleitoral durante o período eleitoral.

A legislação exige que candidatos e partidos prestem contas dos recursos arrecadados e das despesas realizadas. Segundo o TSE, a ausência da prestação parcial ou a apresentação de informações que não correspondam à movimentação efetiva pode ser considerada irregularidade grave no julgamento das contas.

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