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Revista afirma que Brasil 'dá as costas para o futuro' em eleições e crítica Lula e Flávio Bolsonaro

Revista afirma que Brasil 'dá as costas para o futuro' em eleições e crítica Lula e Flávio Bolsonaro

A The Economist defende a candidatura de Renan Santos (Missão) que, para a revista, está 'com as ideias mais adequadas ao momento atual'.

Por Redação

25/09/2026 às 06:59

Matéria da revista The Economist.

Foto: Reprodução

Um editorial divulgado pela revista britânica voltada para economia The Economist destaca que o Brasil 'vira as costas para o futuro' nas eleições presidenciais de 2026 ao decidir que a escolha será entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo o texto, a escolha 'apresentada aos brasileiros é cruel'. E diz que o potencial brasileiro 'é óbvio' e que o país segue 'parado'.

O editorial destaca que os candidatos não fariam reformas necessárias que o país precisa. O veículo cita, em especial, o corte de gastos, que seria a mais importante de todas.

Por isso, defende a candidatura de Renan Santos (Missão) que, para a revista, está 'com as ideias mais adequadas ao momento atual'.

'Renan Santos, um libertário determinado, é o candidato cujas ideias mais se adequam ao momento atual. Ele quer promover reformas estruturais profundas e cortes de gastos para transformar o Brasil em uma grande potência', segue o texto.

Renan possui entre suas propostas para a economia questões como corte agressivo de gastos do governo, reformulação completa do Bolsa Família e mais.

A The Economist, entretanto, diz que nem Renan, nem 'nenhum outro outsider mostrou força contra as poderosas máquinas políticas de Lula e [Flávio] Bolsonaro'.

'Assim, o país está à deriva em direção a uma crise previsível, mas a maior parte de sua elite política está confortável demais com o jeito que as coisas estão para mudar de curso'.

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) são candidatos à Presidência da República

Brenno Carvalho / Agência O Globo e Marina Uezima/Brazil Photo Press/Agencia O Globo

O veículo destaca a idade de Lula, comparando ele a Joe Biden que também estava com 81 anos quando desistiu da campanha eleitoral em 2024.

Na época, Biden apresentava sinais de questões de saúde, além de quedas constantes. Na época, ele foi substituído por sua vice, Kamala Harris.

Apesar das críticas no campo da economia, a The Economist elogia Lula ao falar sobre democracia e defesa do meio ambiente. Mas diz que ele 'fez muito pouco para promover crescimento ou restringir gastos', relembrando quando chamou o déficit fiscal, em 2025, de 'bobagem'.

O editorial diz sobre Flávio Bolsonaro que ele 'nega as causas da mudança climática, questiona a lisura da urna eletrônica e insinua que não respeitará o resultado se Lula vencer'. E que a principal promessa seria 'conceder um indulto ao seu pai, condenado a 27 anos de prisão por planejar um golpe que incluía um plano para assassinar Lula'.

'Nenhum dos dois parece ser capaz de lidar com os dois principais problemas do Brasil. A corrupção sistêmica e a expansão desenfreada do gasto público', prossegue o texto.

O veículo critica o orçamento do país, destacando que apenas uma parte pequena dele é discricionário.

'Reduzir a dívida e, por consequência, a taxa de juros demandará cortes profundos do orçamento, do qual 92% é obrigatório graças às leis e à Constituição brasileira, que é absurdamente prescritiva'.

A The Economist completa que o futuro brasileiro seguirá 'suspenso por mais quatro anos'.

'A Polícia Federal agiu muito bem ao investigar a fraude do Banco Master e a tentativa de golpe; a imprensa permanece feroz, independente e relativamente bem financiada; o Itamaraty é respeitado ao redor do mundo', diz entre os pontos positivos do país.

Por outro lado, a revista afirma que apenas uma grande crise que seja causada diretamente pela dívida e leve a uma recessão fará com que o país vire para 'alguém preparado para apresentar o argumento impopular de que sacrifícios serão necessários para atingir um futuro em que um país abençoado nunca mais será condenado a escolher entre dois candidatos tão terríveis'.

Dinheiro

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Fonte: CBN

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