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Operação em Salvador mira esquema com mais de mil documentos falsos e prejuízo de R$ 15 milhões

Operação em Salvador mira esquema com mais de mil documentos falsos e prejuízo de R$ 15 milhões

Polícia Civil deflagrou a Operação Sem Lastro nesta terça-feira (15) contra grupo suspeito de criar e negociar duplicatas falsas; documentos somariam mais de R$ 32 milhões e citariam mais de 200 empresas.

Por Redação

15/09/2026 às 06:55

Imagem de Operação em Salvador mira esquema com mais de mil documentos falsos e prejuízo de R$ 15 milhões

Foto: Divulgação

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (15), em Salvador, a Operação Sem Lastro, contra um grupo investigado por um suposto esquema milionário envolvendo a criação e negociação de duplicatas falsas. Segundo as investigações, o prejuízo já identificado ultrapassa R$ 15 milhões.

As apurações apontam que mais de mil documentos fraudulentos teriam sido colocados em circulação. Somados, os títulos ultrapassariam R$ 32 milhões e apresentariam como devedoras mais de 200 empresas que, segundo a polícia, não haviam realizado as operações comerciais indicadas nos documentos.

A operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão na capital baiana. A Justiça também determinou medidas para tornar indisponíveis bens móveis e imóveis ligados aos investigados, no limite de R$ 15 milhões.

Mais de mil duplicatas falsas são investigadas

De acordo com a Polícia Civil, o esquema funcionaria a partir da emissão de duplicatas que simulavam dívidas decorrentes de vendas ou serviços que, na realidade, não teriam ocorrido.

Esses títulos eram posteriormente negociados com fundos de investimento, que acreditavam estar adquirindo créditos originados de operações comerciais legítimas. A investigação identificou mais de mil duplicatas consideradas falsas, envolvendo mais de 200 empresas apresentadas nos documentos como responsáveis pelos pagamentos.

As empresas mencionadas, entretanto, não teriam realizado as compras ou contratado os serviços correspondentes aos títulos negociados, conforme as apurações.

O volume financeiro atribuído aos documentos supera R$ 32 milhões, enquanto o prejuízo efetivamente identificado até o momento passa de R$ 15 milhões.

Justiça determina bloqueio de patrimônio

Além das medidas contra os investigados, a Justiça autorizou a indisponibilidade de bens móveis e imóveis avaliados em até R$ 15 milhões.

A medida busca impedir que patrimônio relacionado aos investigados seja transferido ou ocultado durante o andamento das apurações e preservar recursos que eventualmente possam ser utilizados para ressarcir as vítimas caso as suspeitas sejam confirmadas judicialmente.

A Operação Sem Lastro é conduzida pelo Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), da Polícia Civil da Bahia. O material recolhido durante o cumprimento dos mandados deverá ser analisado pelos investigadores e poderá ajudar a esclarecer a extensão do esquema e a participação atribuída a cada investigado.

As investigações continuam e, até o momento, os envolvidos são tratados como suspeitos, sem que a deflagração da operação represente condenação.

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