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Operação contra grupo criminoso prende 21 pessoas na Bahia e bloqueia mais de R$ 12 milhões

Operação contra grupo criminoso prende 21 pessoas na Bahia e bloqueia mais de R$ 12 milhões

Operação Eirene II mira organização criminosa com atuação principalmente em Jequié e municípios do sudoeste; ação cumpre ordens judiciais na Bahia e em outros três estados nesta quarta-feira (16).

Por Redação

16/09/2026 às 11:35

Imagem de Operação contra grupo criminoso prende 21 pessoas na Bahia e bloqueia mais de R$ 12 milhões

Foto: SSP-BA

Uma grande operação integrada das forças de segurança resultou na prisão de 21 pessoas na Bahia, na manhã desta quarta-feira (16), durante uma ofensiva contra uma organização criminosa investigada por diferentes crimes. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 12 milhões em bens e ativos financeiros ligados aos investigados.

Batizada de Operação Eirene II, a ação tem como principal objetivo desarticular um grupo com atuação na região sudoeste da Bahia, especialmente em Jequié e municípios vizinhos. Além do território baiano, mandados também são cumpridos em São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

A operação reúne a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO-BA) e diferentes órgãos estaduais e federais de segurança.

Grupo é investigado por diferentes crimes

Segundo as investigações, a organização é suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e crimes relacionados à posse e ao porte ilegal de armas, entre outras práticas criminosas.

As autoridades investigam a estrutura do grupo e a atuação de seus integrantes em diferentes cidades. A ofensiva desta quarta-feira busca atingir suspeitos apontados como integrantes da organização e reduzir sua capacidade financeira.

Ao todo, a Operação Eirene II prevê o cumprimento de 32 mandados de prisão distribuídos por quatro estados. Na Bahia, 21 pessoas já haviam sido presas no balanço divulgado durante a manhã.

Operação ocorre em nove cidades da Bahia

No território baiano, as ações acontecem em pelo menos nove municípios:

Jequié, Mutuípe, Laje, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itapetinga, Serrinha, Salvador e Brumado.

A distribuição dos mandados por diferentes regiões demonstra a extensão territorial investigada pelas forças de segurança. Jequié e cidades próximas aparecem como áreas centrais das apurações.

Também há cumprimento de ordens judiciais fora da Bahia, resultado do avanço das investigações sobre suspeitos que estariam em outros estados.

Justiça manda bloquear mais de R$ 12 milhões

Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou medidas patrimoniais contra os investigados.

Mais de R$ 12 milhões em ativos financeiros e outros bens vinculados aos alvos da operação tiveram a constrição determinada judicialmente.

A medida tem como objetivo atingir a estrutura financeira atribuída ao grupo e preservar patrimônio que possa estar relacionado aos crimes investigados.

As ordens patrimoniais fazem parte da estratégia das autoridades de não limitar as operações apenas às prisões, atingindo também recursos financeiros e bens associados aos investigados.

Forças estaduais e federais participam da ação

A operação mobiliza diferentes órgãos de segurança pública. Participam da ofensiva a FICCO-BA, Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar da Bahia, além de unidades especializadas e forças que atuam em diferentes regiões do estado.

Também integram a operação a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA).

A participação conjunta dos órgãos ocorre porque a investigação alcança diferentes municípios baianos e outros estados.

Operação continua em andamento

A Operação Eirene II segue em andamento nesta quarta-feira. Por isso, o número de presos e o resultado do cumprimento dos demais mandados ainda podem ser atualizados pelas forças de segurança ao longo do dia.

Os presos e demais investigados ainda não foram condenados pelos fatos apurados na operação. As responsabilidades individuais deverão ser analisadas no decorrer das investigações e de eventuais processos judiciais.

Até o balanço divulgado durante a manhã, 21 pessoas haviam sido presas na Bahia, enquanto a Justiça havia determinado medidas patrimoniais superiores a R$ 12 milhões contra os alvos da investigação.

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