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Haddad diz que classe dominante brasileira entende o Estado como se fosse dela

Haddad diz que classe dominante brasileira entende o Estado como se fosse dela

Por Redação

07/02/2026 às 21:06

Imagem de Haddad diz que classe dominante brasileira entende o Estado como se fosse dela

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ex-ministro e ex-candidato à Presidência da República **Fernando Haddad** afirmou que a classe dominante no Brasil adota uma visão de que o Estado pertence a ela, privilegiando seus próprios interesses em detrimento das necessidades mais amplas da população. A declaração foi feita em evento voltado para debates sobre política, economia e o papel das instituições públicas na construção de políticas públicas mais inclusivas.

Durante sua fala, Haddad destacou que esse entendimento distorcido do papel do Estado — como propriedade de um grupo social específico — impede a implementação de políticas que beneficiem de forma mais equitativa a população brasileira. Segundo ele, quando setores privilegiados veem o Estado como um instrumento para seus próprios interesses, isso acaba influenciando decisões que poderiam reduzir desigualdades e promover desenvolvimento sustentável.

O ex-ministro também apontou que esse tipo de pensamento pode comprometer a confiança nas instituições democráticas, já que gera sensação de exclusão entre grandes parcelas da população que não se identificam com as elites que tradicionalmente ocupam posições de poder. Haddad destacou ainda a importância de fortalecer mecanismos de participação popular para que decisões estruturantes, como orçamento público e prioridades de políticas sociais, reflitam os anseios e necessidades da maioria da população.

Em sua análise, ele ressaltou que o fortalecimento de uma democracia mais robusta passa pela construção de um Estado que seja percebido como um instrumento de todos os cidadãos, e não apenas de um grupo restrito. Para isso, segundo Haddad, é fundamental o incentivo à transparência, à participação cidadã ativa e ao fortalecimento de instituições que garantam a efetividade dos direitos sociais previstos na Constituição.

O debate também abordou temas como desigualdade regional, financiamento de políticas públicas e os desafios enfrentados pelo Brasil diante de um cenário global de mudanças econômicas e sociais. Haddad reforçou que a consolidação de um projeto democrático e social requer a atuação conjunta de diferentes setores da sociedade, incluindo movimentos sociais, universidades, trabalhadores e lideranças comunitárias.

Fonte: Agência Brasil  

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