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Ida de Angelo Coronel para a oposição é dada como sacramentada e PSDB surge como destino mais provável
Ida de Angelo Coronel para a oposição é dada como sacramentada e PSDB surge como destino mais provável
Por Henrique
13/01/2026 às 11:40

Foto: Divulgação
A ida do senador Angelo Coronel (PSD) para a oposição é tratada como praticamente sacramentada nos bastidores da política baiana. A informação foi apurada pelo Blog do Vila de forma independente com fontes diferentes, mas convergentes, e aponta que o senador não vê obstáculos em fazer palanque para o campo oposicionista liderado por ACM Neto.
De acordo com uma das fontes ouvidas, Coronel tem trânsito consolidado na direita desde 2019, quando, mesmo recém-eleito senador, já atuava em favor do governo federal de Jair Bolsonaro (PL), adversário do PT. “Ele não teria nenhuma dificuldade em assumir esse compromisso político”, resumiu a fonte.
O pano de fundo da movimentação envolve uma antiga relação política com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Ainda quando Coronel presidia a Assembleia Legislativa, Bruno foi um dos principais articuladores do movimento que retirou Marcelo Nilo do comando da Casa, o que abriu caminho para a ascensão do senador. Na sequência, Coronel recebeu apoio do Palácio de Ondina e se tornou uma das principais lideranças do PSD no estado.
A novidade mais recente veio de uma reunião entre Coronel e Bruno Reis durante o Festival da Virada, no camarote do prefeito. No encontro, foram colocadas três possibilidades concretas de filiação partidária para que Coronel se tornasse o candidato prioritário ao Senado na chapa de ACM Neto: PP, Republicanos ou PSDB.
A condição apresentada pelo senador foi clara: quer comandar o partido pelo qual se filiar. Isso eliminou, de imediato, duas opções. O Republicanos, por ser ligado à Igreja Universal e comandado na Bahia pelo deputado federal Márcio Marinho, não ofereceria o espaço. Já o PP esbarra na articulação nacional do senador Ciro Nogueira, além das contradições do partido em estados onde ainda mantém alianças com o PT.
Com o cenário, o PSDB surge como o caminho mais viável. Em crise nacional, o partido tenta se reestruturar sob a liderança de Aécio Neves e, na Bahia, apresentou crescimento recente nas eleições municipais de 2024. Na federação com o Cidadania, o presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz, conseguiu eleger seis vereadores, dos quais cinco tucanos.
A avaliação interna é de que a chegada de Coronel daria protagonismo estadual ao PSDB e ajudaria a montar chapas competitivas. Hoje, o partido conta com apenas um deputado federal, Adolfo Viana, e três estaduais: Tiago Correia, Jordávio Ramos e Paulo Câmara. A meta seria chegar a pelo menos cinco deputados estaduais e três federais. Entre os nomes cotados estão Diego Coronel, Carlos Muniz Filho, Pablo Roberto e o próprio Adolfo Viana.
Após firmar o entendimento com Bruno Reis, Coronel procurou o senador Otto Alencar para comunicar sua condição. A conversa durou cerca de 30 minutos e foi marcada por tensão. Durante o encontro, Coronel recebeu duas ligações de ACM Neto e deixou claro que só aceita conversar com o governo se for para disputar o Senado. Vice-governadoria, reiterou, não interessa a ninguém da família.
Otto tentou demovê-lo, ao argumentar que já foi vice-governador e classificou a postura do colega como arrogante, assim como reproduziu em entrevista recente à CBN Salvador. Também afirmou que não abandonará os demais parlamentares e prefeitos do PSD por causa de um projeto pessoal e disse não ter condições políticas de migrar para um palanque de direita contra Jerônimo Rodrigues.
Sem acordo, Coronel passou a trabalhar com a hipótese de carreira solo. No governo, ainda há uma tentativa derradeira de reversão. Está prevista para os próximos dias uma reunião em que Rui Costa deve sentar com Diego Coronel e com o próprio senador. A proposta em discussão envolve Diego como candidato a vice-governador, Eleusa Coronel como suplente de Rui e Angelo Coronel na disputa por uma vaga de deputado federal, com promessa de protagonismo em Brasília.
A engenharia, no entanto, enfrenta forte resistência e não inclui, pelo menos no momento, a presidência da Assembleia para Coronel Filho, sobretudo por causa do peso político de Ivana Bastos.
Nos bastidores, a leitura é quase unânime: 99,9% de chance de o PSD permanecer na base de Jerônimo Rodrigues, com Otto Alencar, Ivana Bastos e a bancada federal. Na mesma proporção, 99,9% de chance de Angelo Coronel migrar para a base de ACM Neto. A dúvida restante está apenas no partido: hoje, o PSDB desponta com cerca de 90% de probabilidade de ser o destino final do senador, o que depende apenas de ajustes na engrenagem nacional.
Fonte: Blog do Vila
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