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Promotor que combate o PCC é cotado para Ministério da Segurança Pública de Lula; veja outros nomes em discussão
Promotor que combate o PCC é cotado para Ministério da Segurança Pública de Lula; veja outros nomes em discussão
Lincoln Gakiya participou de jantar com coordenador da campanha do presidente reeleito. Rafael Fonteles é avaliado para a Fazenda, Camilo Santana para a Casa Civil e André Janones também pode integrar o governo.
Por Redação
29/10/2026 às 12:34

Foto: CBN
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido nacionalmente pela atuação no combate à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), é um dos nomes mais fortes cotados para assumir o futuro Ministério da Segurança Pública no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes mesmo do segundo turno das eleições, Gakiya participou de um jantar com o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que coordenou a campanha petista em São Paulo.
O encontro foi confirmado à CBN pelo advogado. Durante a conversa, o promotor analisou os desafios da segurança pública no país e elogiou a proposta do presidente Lula para a área. Na avaliação de Gakiya, a PEC da Segurança Pública é o melhor caminho para fortalecer o combate ao crime organizado.
O promotor também manifestou confiança no trabalho do presidente reeleito e sinalizou disposição para assumir o ministério, caso seja convidado. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Gakiya afirmou que aceitaria o cargo e que seria uma honra contribuir com a segurança pública do país.
Marco Aurélio de Carvalho ressaltou, no entanto, que nenhum convite foi feito durante o jantar, realizado quando o resultado da eleição ainda era incerto. O advogado destacou que a escolha dos ministros é uma atribuição exclusiva do presidente da República.
Gakiya atua há quase três décadas no Ministério Público de São Paulo e se tornou uma das principais referências nas investigações contra o PCC. Por causa das ameaças de morte recebidas ao longo da carreira, vive sob escolta armada.
A criação do Ministério da Segurança Pública depende da aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Congresso. O texto já passou pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas ainda precisa ser votado pelo plenário da Casa. Lula tem afirmado que pretende criar a pasta assim que a proposta for aprovada, ampliando as atribuições do governo federal no enfrentamento ao crime organizado.
Rafael Fonteles é cotado para a Fazenda
Outro nome que ganhou força nas articulações para o próximo governo é o do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), cotado para assumir o Ministério da Fazenda.
Segundo interlocutores ouvidos pela CBN, aliados chegaram a aconselhar Fonteles a permanecer no comando do estado por mais um ou dois anos antes de aceitar um cargo em Brasília. A avaliação era de que esse período poderia fortalecer sua projeção nacional.
Agora, entretanto, existe a possibilidade de Lula viajar ao Piauí em dezembro para fazer pessoalmente um eventual convite ao governador.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam ainda que Fonteles foi procurado por representantes do mercado financeiro, que teriam manifestado confiança em seu nome. O governador já foi secretário da Fazenda do Piauí e tem experiência nas discussões de política fiscal, inclusive no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Apesar das articulações, Fonteles afirmou, na quarta-feira (28), que ainda não conversou com Lula sobre a possibilidade de assumir o ministério. A expectativa de interlocutores é de que os dois voltem a conversar na próxima semana.
André Janones terá conversa com Lula sobre participação no governo
O deputado federal reeleito André Janones (Avante-MG), que participou da estratégia de comunicação digital da campanha de Lula no segundo turno, também está entre os nomes que podem integrar o próximo governo.
Nesta quinta-feira (29), Janones conversou com jornalistas no Palácio da Alvorada, em Brasília, antes de um almoço com o presidente. O deputado afirmou que pretende discutir com Lula qual será seu papel no próximo mandato e que está disposto a seguir a orientação do petista.
"Eu vou seguir o que o presidente determinar. Se ele falar que é no ministério, se ele falar que é na Câmara, se ele falar que é na liderança, eu vou ouvi-lo."
Janones destacou que prefere não antecipar uma decisão antes de ouvir o presidente e admitiu que Lula pode convencê-lo de que sua contribuição será mais importante em um cargo ministerial.
Camilo Santana e Rui Costa também estão no radar
As articulações para a formação do novo governo envolvem ainda o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação e atual líder do PT no Senado, e Rui Costa (PT-BA), ex-ministro da Casa Civil e senador eleito pela Bahia.
Os dois tiveram participação importante na campanha de Lula no segundo turno e são considerados nomes fortes para integrar a próxima equipe ministerial.
Camilo Santana aparece como um dos principais cotados para assumir a Casa Civil, pasta responsável pela coordenação e articulação das ações do governo federal. Rui Costa também é apontado por interlocutores como provável integrante do novo primeiro escalão.
As definições dependem de conversas com o presidente Lula, que ainda não anunciou oficialmente os nomes da equipe para o mandato que começa em janeiro de 2027.
Fonte: CBN
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