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PF realiza operação em Salvador contra tráfico de animais silvestres

PF realiza operação em Salvador contra tráfico de animais silvestres

Operação Tarântulas II cumpriu mandados em três estados e investiga esquema de criação, comercialização e envio ilegal de espécies nativas brasileiras

Por Redação

02/10/2026 às 06:30

Imagem de PF realiza operação em Salvador contra tráfico de animais silvestres

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou a Operação Tarântulas II nesta quinta-feira (1º), com cumprimento de mandados de busca e apreensão em Salvador e outras cidades do país. A investigação apura um esquema suspeito de aquisição, guarda, criação, comercialização e envio ilegal de animais silvestres, com atenção especial ao tráfico de tarântulas nativas brasileiras.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Salvador, São Paulo (SP), Santa Rosa de Viterbo (SP) e Jaguariaíva (PR). A ação contou, na Bahia, com apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) e do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Inema).

Durante as buscas, tarântulas foram encontradas em três dos endereços investigados. Os animais foram encaminhados aos respectivos Centros de Triagem de Animais Silvestres, onde passarão por avaliação técnica, cuidados especializados e definição sobre a destinação adequada.

Operação é desdobramento de investigação iniciada em 2025

A Tarântulas II é uma continuação da operação realizada pela PF em setembro de 2025. Segundo a corporação, aquela investigação começou após a identificação de um esquema clandestino de criação e comercialização de aracnídeos, incluindo espécies brasileiras valorizadas no mercado internacional.

Na primeira fase, foram apreendidos mais de 200 animais, incluindo aranhas, escorpiões e lacraias. Também foram recolhidos dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros. Segundo a PF, o material indicou a existência de uma rede dedicada à circulação de animais silvestres dentro do Brasil e também para o exterior.

A análise desses elementos levou os investigadores à identificação de novos suspeitos e de indícios de uma estrutura envolvendo criadores, intermediários e compradores de diferentes estados, além de contatos com comerciantes e compradores localizados fora do país.

Investigados podem responder por diferentes crimes

Segundo a Polícia Federal, os elementos reunidos até o momento apontam para possíveis crimes relacionados à aquisição e manutenção ilegal de animais da fauna silvestre, receptação e contrabando. As responsabilidades individuais ainda estão sendo apuradas.

A PF informou ainda que outros delitos poderão ser identificados conforme o avanço das investigações e a análise do material recolhido durante esta nova fase da operação.

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