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Lula propõe conselho para escolher ministros do STF e defende mandato para integrantes da Corte

Lula propõe conselho para escolher ministros do STF e defende mandato para integrantes da Corte

Candidato à reeleição também voltou a defender uma reforma no Judiciário e criticou a atual situação do Supremo. Declarações são dadas quatro dias antes do 1º turno.

Por Redação

30/09/2026 às 12:53

Lula durante entrevista antes das eleições.

Foto: Reprodução

Candidato à reeleição, o presidente Lula (PT) disse que, se for eleito, vai propor a criação de um conselho para escolher ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu um mandato para os integrantes da Corte. As declarações foram dadas em entrevistas a influenciadores, nesta quarta-feira (30), quatro dias antes do 1º turno.

O presidente voltou a defender uma reforma no Judiciário e afirmou que ninguém pode ficar “40, 50 anos” na mesma instituição. Segundo Lula, a medida serviria para recuperar a credibilidade do STF, que, de acordo com ele, “está muito baixa”.

O presidente também afirmou que a Suprema Corte está envolvida em uma “quantidade de bagunça”. “Eu tenho a ideia de envolver a sociedade na escolha. Não pode ter uma coisa em que o presidente indique o nome, esse nome vá para o Senado, o Senado aprove ou não aprove, e esse cara, quando coloca a toga, não tenha compromisso com o cumprimento fiel da Constituição. [...] Como é que a gente faz uma reforma no Poder Judiciário para dar credibilidade ao Poder Judiciário e, sobretudo, à Suprema Corte, que está hoje com a credibilidade muito baixa? E não é bom para o Brasil uma instituição que pode tudo, uma Constituição que tem quase o poder de Deus, que, quando ele toma uma decisão, você não pode mudar mais nada, sabe, está metida na quantidade de bagunça que está metida", defendeu.

A afirmação foi feita em entrevista aos influenciadores Ricardo Mello, Bárbara Carine, Lauany Schultz e Kenji Normose, nesta quarta-feira (30). Na ocasião, Lula também voltou a defender o fim das bets, afirmando que as apostas esportivas representam apenas 7,2% do orçamento dos times e que não é possível aceitar o discurso de ganhar dinheiro extorquindo os pobres.

O presidente ainda questionou o crescimento do conservadorismo entre pessoas com maior grau de instrução e disse que o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), foi eleito com apoio do crime organizado do Rio de Janeiro.

Presidente Lula

Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, decidiu não participar do debate da TV Globo marcado para esta quinta-feira (1º). Segundo fontes da campanha ouvidas pela CBN, Lula deve conceder uma entrevista ao podcast Flow no mesmo horário. A decisão já foi tomada e só poderá ser revista caso surja um fato novo.

Na última segunda-feira, o coordenador da campanha e presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que Lula deseja confrontar o adversário Flávio Bolsonaro (PL), mas que o formato do debate dificulta a participação do presidente. Segundo Edinho, o modelo, que exige longos períodos de espera entre as respostas, poderia prejudicar Lula. A campanha trabalha com a possibilidade de deixar um confronto direto com Flávio para um eventual segundo turno.

Nos bastidores, há um temor de desgaste do presidente nesta reta final da campanha, diante da expectativa de que ele seja o principal alvo de críticas dos demais candidatos de centro-direita.

Flávio Bolsonaro confirmou presença no debate durante o fim de semana e desafiou Lula a comparecer, afirmando que gostaria de "esfregar verdades na cara do presidente". Nesta quarta-feira (30), o candidato do PL não tem compromissos públicos previstos e permanece em Brasília para gravações e preparação para o encontro.

Em 2006, quando disputou a primeira reeleição, Lula também optou por não participar dos debates realizados no primeiro turno.

Fonte: CBN

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