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Lira exonera ex-assessor em meio a investigação da PF sobre desvio de verbas do FNDE
Lira exonera ex-assessor em meio a investigação da PF sobre desvio de verbas do FNDE
Por Redação
06/06/2023 às 09:00

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), determinou nesta segunda-feira, 5, a exoneração do servidor Luciano Ferreira Cavalcante da função de secretário particular no gabinete da liderança do Partido Progressistas (PP) na Casa Legislativa. O então servidor passou a exercer a atividade assim que Lira assumiu a liderança da sigla e também foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) em Alagoas, onde a corporação mirou um grupo investigado por fraude em licitação de kits de robótica e possível lavagem de dinheiro. Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), as fraudes e superfaturamento geraram prejuízo ao erário de R$ 8,1 milhões e sobrepreço, com prejuízos potenciais de R$ 19,8 milhões, em relação às despesas até então analisadas. A exoneração do servidor foi publicado no Boletim da Câmara, a qual a equipe de reportagem da Jovem Pan teve acesso, e foi divulgado no fim da tarde desta segunda.
A empresa Megalic, que encontra-se no centro das investigações dos kits de robótica, tem sede em Maceió, capital do Alagoas, e pertence a Roberta Lins Costa Melo e Edmundo Catunda, pai do vereador de Maceió João Catunda (PSD). As fraudes teriam ocorrido em processos licitatórios de 2019 a 2022, de recursos oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para o fornecimento de equipamentos de robótica a 43 municípios alagoanos. Os nomes são próximos de Lira e seu pai, o ex-senador Benedito Lira (PP). No entretanto, Lira afirmou em entrevista à Globo News na última semana que não se viu afetado pela operação da PF. “Eu não tenho absolutamente nada a ver com o que está acontecendo. Não me sinto atingido”, pontuou. O advogado de Luciano Cavalcante, André Callegari, explicou que seu cliente não tem relação com a empresa que foi alvo da operação da PF, onde foi encontrado dinheiro em espécie dentro de um cofre. Callegari disse ainda que a defesa não teve acesso nem ao inquérito da PF nem à decisão judicial.
Informações da Jovem Pan / Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
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