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Wagner pede licença do cargo de líder do governo no Senado após operação da Polícia Federal

Wagner pede licença do cargo de líder do governo no Senado após operação da Polícia Federal

Por Henrique Spínola

25/06/2026 às 08:10

Imagem de Wagner pede licença do cargo de líder do governo no Senado após operação da Polícia Federal

Foto: Divulgação/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) formalizou o seu pedido de licença do cargo de líder do governo no Senado Federal. A decisão ocorre exatamente uma semana após o parlamentar baiano se tornar um dos principais alvos da operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema financeiro e cambial bilionário com ligações com o Banco Master.

A saída temporária do comando da liderança representa uma tentativa de blindar a articulação política do Palácio do Planalto no Congresso, que vinha sofrendo forte pressão interna e externa para afastar o senador.

Foco na defesa técnica e preservação do governo

Por meio de nota oficial enviada à presidência do Senado, Jaques Wagner explicou que o afastamento das funções de liderança ocorre por iniciativa própria. De acordo com o texto, o objetivo principal é dedicar-se integralmente à sua defesa técnica no âmbito do inquérito conduzido pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

"Tomo esta decisão para que a tramitação das pautas estratégicas de interesse do país não seja contaminada ou instrumentalizada politicamente pelo debate em torno das investigações em curso", destacou o senador em seu pronunciamento. Wagner voltou a negar qualquer envolvimento com as fraudes citadas e afirmou ter convicção de que sua inocência será provada ao longo do processo.

Palácio do Planalto busca substituto na liderança

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou o pedido de licença de seu aliado de longa data, a quem classifica como um conselheiro histórico. No entanto, nos bastidores do Palácio do Planalto, o movimento foi recebido como um alívio para a coordenação política, que já identificava resistências de parlamentares da oposição e do próprio "Centrão" em avançar com votações importantes sob o comando do baiano.

Com a vacância do cargo, a articulação do governo federal abriu consultas com os partidos da base aliada para definir um novo nome capaz de unificar as bancadas do Senado. Até que a nova liderança seja anunciada de forma definitiva pelo Executivo, as funções de articulação serão coordenadas interinamente pelos vice-líderes do governo na Casa.

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