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Governo Lula confirma presença na posse de Maduro mesmo após sequestro de María Corina Machado
Governo Lula confirma presença na posse de Maduro mesmo após sequestro de María Corina Machado
Por Redação
10/01/2025 às 08:00

O Governo Lula (PT) decidiu manter a presença da embaixadora Glivânia Oliveira na posse de Nicolás Maduro, prevista para esta sexta-feira (10), em Caracas. A decisão ocorre mesmo após o sequestro e posterior soltura de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, conforme confirmado por fontes do Palácio do Planalto à CNN Brasil.
De acordo com interlocutores do governo, a manutenção da embaixadora na cerimônia é uma tentativa de demonstrar distanciamento do regime chavista, sobretudo após a recusa de Maduro em enviar as atas eleitorais requisitadas por Brasília.
A presença da representante diplomática, no entanto, é considerada um reconhecimento de fato do governo de Maduro, mas não de direito, devido às suspeitas de fraude nas eleições de julho.
María Corina Machado foi libertada nesta quinta-feira (09), após ter sido sequestrada, segundo a oposição venezuelana. Juan Pappier, diretor para as Américas da Human Rights Watch, também confirmou sua soltura.
A oposição e grande parte da comunidade internacional não reconhecem os resultados anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, que declararam a vitória de Maduro com mais de 50% dos votos. A falta de divulgação das atas eleitorais detalhadas alimenta as suspeitas de irregularidades.
Enquanto o chavismo alega que 80% das atas publicadas pela oposição são falsificadas, os aliados de Maduro não apresentaram documentos que comprovem a contagem oficial. Por outro lado, a oposição divulgou atas obtidas por fiscais partidários que indicariam vitória de Edmundo González, ex-diplomata e aliado de María Corina Machado, com quase 70% dos votos.
O Ministério Público venezuelano abriu uma investigação contra González por suposta usurpação de funções do poder eleitoral, em decorrência da divulgação das atas. Após ser intimado três vezes e ter um mandado de prisão emitido contra ele, González asilou-se na Espanha em setembro.
A crise política na Venezuela intensificou-se com o aumento da repressão. Desde o início do processo eleitoral, pelo menos 2.400 opositores foram presos, e 24 morreram, segundo organizações de direitos humanos.
Informações da Gazeta Brasil / Foto: Redes Sociais
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