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Família de Flávio Bolsonaro recebeu autorização de permanência por um ano nos EUA
Família de Flávio Bolsonaro recebeu autorização de permanência por um ano nos EUA
Segundo registros disponíveis no site da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA consultados pela CBN, a autorização para Flávio, a esposa Fernanda, e ao menos uma das filhas, foi com esse tipo de visto.
Por Redação
29/10/2026 às 12:07

Foto: RICARDO ARDUENGO/AFP
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e a família dele, entre eles a esposa e as duas filhas, receberam uma autorização especial de DT, ou Discretionary Parole, dado para casos de emergência humanitária. O visto tem duração de um ano.
Segundo registros disponíveis no site da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA consultados pela CBN, a autorização para Flávio, a esposa Fernanda, e ao menos uma das filhas, foi com esse tipo de visto.
O vencimento está previsto para 27 de outubro de 2027.
Ao entrar em Miami, nos EUA, Flávio Bolsonaro apresentou o passaporte diplomático e o seu pessoal, como mostram os registros dentro da alfândega americana.
Essa permissão de DT dá a possibilidade de ficar no país, mas não é uma entrada formal dentro dos Estados Unidos. Não seria uma espécie de green card, por exemplo.
Ele funciona para casos específicos, de acordo com a legislação, especialmente destacando para razões humanitárias de urgência ou benefício público ao país. No entanto, não há uma explicação sobre o que seriam as razões humanitárias.
Apesar do prazo de um ano, é possível a renovação por ao menos uma vez desse período.
Senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Reprodução
Uma reportagem do jornal Wall Street Journal, citando fontes da Casa Branca envolvidas nas negociações para trazer Flávio Bolsonaro até os Estados Unidos, o governo Trump não pretende realizar nenhum outro movimento além dos já feitos para ajudar o senador e candidato à presidência.
Segundo o veículo, a Casa Branca não deu indícios que pretende oferecer algo além da abrigo com visto para Flávio ou que Trump irá seguir contestando a reeleição de Lula.
Isso acontece apesar da pressão de aliados. O jornal diz que a preocupação com as eleições de meio de mandato nos EUA estão na frente da lista de preocupações.
Nessa quarta-feira (28), Trump disse o governo americano autorizou a entrada do senador, mas não pretende se envolver na situação. O presidente também classificou a eleição no Brasil como 'muito estranha' e afirmou que, em sua avaliação, Flávio Bolsonaro e seus aliados foram tratados de forma injusta.
'Nós lhe demos permissão para entrar no país, então vamos ver — mas eu não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha... Eu pensei que eles foram tratados de forma muito injusta e eu não tomei uma posição na eleição, como você sabe, mas quando eu vejo algo que é inadequado, eu levanto o assunto', declarou Trump.
A carta com teor golpista publicada em duas versões por Flávio Bolsonaro gerou novo mal-estar entre aliados e partidos políticos que estiveram com ele no segundo turno das eleições.
No primeiro documento, ele se autointitulava como "verdadeiro presidente eleito" e usou o brasão antigo dos Estados Unidos do Brazil, com Z. Depois, em uma segunda versão, ele se autodenominou "líder do Brasil" e corrigiu o brasão para República Federativa do Brasil.
Na carta Flávio voltou a questionar o resultado das urnas, falou em uma suposta fraude eleitoral, se comparou ao jurista brasileiro Rui Barbosa, e ao general francês Charles de Gaulle e agradeceu aos presidentes Javier Milei e Donald Trump.
O senador Rogério Marinho, que coordenou a campanha de Flávio, disse que houve um erro de confecção na carta de Flávio e que ele estava fazendo um desabafo. Ponderou, porém, que nem ele nem o PL podem afirmar que houve fraudes nas eleições.
Partidos como o União Brasil, o MDB e o PSD reagiram ao texto do parlamentar e lançaram notas reafirmando a legitimidade da vitória de Lula.
O governador reeleito de São Paulo Tarcísio de Freitas, que esteve com Flávio em todos os palanques do segundo turno, rebateu o conteúdo da carta ao dizer que é necessário respeitar urnas e seguir em frente.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, também veio à publico ressaltando que "as eleições transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais". Ele reforçou que eventuais questionamentos serão analisados e respondidos. Os ministros do Supremo Tribunal Federal prefiriram se manter em silêncio: o entendimento é que não vale a pena dar munição para uma crise criada pelo próprio candidato derrotado.
Depois de uma fuga secreta que durou dois dias, o senador Flávio Bolsonaro chegou a Miami com a família na manhã de quarta (28). Ele deixou o país apesar da proibição do STF e em descumprimento à decisão pelo recolhimento dos passaportes. Embora o passaporte diplomático tenha sido cancelado, Flávio entrou nos Estados Unidos utilizando o documento e recebeu autorização humanitária para ficar em solo americano.
Flávio Bolsonaro chegando nos Estados Unidos.
RICARDO ARDUENGO/AFP
Fonte: CBN
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