EUA lançam novos ataques ao Irã; forças iranianas fecham Estreito de Ormuz
Por Henrique Spínola
11/06/2026 às 07:35
Atualizado em 11/06/2026 às 07:35

Foto: REUTERS/Stringer/ Proibido reprodução
Os Estados Unidos realizaram uma nova rodada de ataques contra alvos iranianos, ampliando a escalada militar entre os dois países. A ofensiva ocorreu após incidentes envolvendo drones iranianos próximos ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
Segundo informações divulgadas por autoridades americanas, os ataques tiveram como alvo instalações de radar e vigilância costeira do Irã localizadas nas proximidades do estreito. Os EUA afirmam que a ação foi uma resposta ao lançamento de drones iranianos em direção à área de navegação da região.
Irã anuncia fechamento de Ormuz
Em resposta à ofensiva americana, forças iranianas anunciaram o fechamento do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado mundialmente. Teerã afirmou que qualquer embarcação que tente atravessar a área sem autorização poderá ser considerada alvo militar.
O anúncio elevou o alerta internacional devido à importância estratégica da rota para o abastecimento energético global. Analistas avaliam que um bloqueio prolongado pode provocar impactos nos preços do petróleo e nos custos de transporte marítimo.
Troca de ataques aumenta tensão
Nos últimos dias, a crise ganhou intensidade com ataques e contra-ataques entre os dois países. O governo americano afirma que suas ações têm caráter defensivo, enquanto o Irã acusa Washington de violar acordos e ampliar o conflito na região.
Relatos indicam ainda que bases americanas em países do Golfo foram alvo de mísseis e drones iranianos após os ataques dos EUA a instalações militares próximas ao Estreito de Ormuz.
Mercados acompanham situação
O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio internacional de energia. Aproximadamente um quinto do petróleo transportado por via marítima passa pela região, tornando qualquer interrupção motivo de preocupação para governos e investidores.
Especialistas alertam que a continuidade dos confrontos pode provocar volatilidade nos mercados globais e aumentar os riscos de uma crise regional mais ampla.
Comunidade internacional acompanha evolução da crise
Diversos países e organismos internacionais têm defendido esforços diplomáticos para evitar uma escalada ainda maior do conflito. Enquanto isso, as negociações permanecem difíceis, e a situação no Golfo Pérsico continua sendo monitorada de perto por governos de todo o mundo.
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