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Em sabatina, Kalil diz que errou ao deixar prefeitura de BH para disputar governo estadual em 2022
Em sabatina, Kalil diz que errou ao deixar prefeitura de BH para disputar governo estadual em 2022
Além disso, o pedetista descartou a possibilidade de oferecer um cargo a Aécio Neves, que busca uma vaga no Senado, em uma eventual gestão.
Por Redação
24/09/2026 às 15:13
Atualizado em 24/09/2026 às 16:28

Foto: Raquel Romagna/CBN
Durante sabatina realizada pela Rádio CBN, jornal O Globo e Valor Econômico, o candidato ao governo de Minas pelo PDT, Alexandre Kalil, admitiu que errou ao deixar a prefeitura de Belo Horizonte para disputar o Palácio Tiradentes em 2022. Na eleição, ele perdeu para Romeu Zema, do Novo.
O ex-prefeito também disse que foi um erro ter firmado aliança com Lula na ocasião, mas garantiu que tem uma relação respeitosa com o presidente.
Prova disso, segundo Kalil, foi o fato de que o PT queria uma nova parceria para o pleito atual, mas ele recusou. Questionado se ainda existia um ressentimento entre eles e sobre um jantar com Lula em BH, no qual ele não compareceu, o ex-prefeito disse apenas que era um "evento social" com várias lideranças políticas e ironizou como uma "Santa Ceia". Kalil comparou, ainda, o afastamento com o presidente com uma "briga de amigos".
"Era um jantar social, na casa de um amigo em comum, Walfrido dos Mares Guia. E eu até brinco que se eu soubesse que era a 'Santa Ceia', eu teria ido. Houve um distanciamento porque ele foi cuidar do governo dele e me falaram na época que eu teria que apoiar o Partido dos Trabalhadores e o Lula. Foi um erro meu de avaliação e saí da prefeitura. Foi um afastamento, aquele amigo ali, na praia um dia, você passa um verão com os casais e se separam", disse.
Crítica a classificação de PCC e CV como facções criminosas
Também durante a sabatina, Kalil criticou a proposta de classificar facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. Segundo ele, o terrorismo está associado a motivações ideológicas, enquanto essas organizações atuam com o objetivo de obter lucro e enriquecimento por meio do crime.
"Eu sei que se terrorista ligasse para dinheiro, o Osama Bin Laden não era terrorista porque ele faz parte de uma das famílias mais ricas da Arábia Saudita. Então, não tem relação nenhuma de terrorismo com ladrão, com bandido que quer enriquecer. Então eu acho que não tem o menor cabimento classificar bandido que quer enriquecer como terrorista".
Por fim, Kalil também afirmou que, em eventual vitória ao Governo de Minas e uma derrota do candidato da sua chapa ao senado, Aécio Neves, o tucano não ocuparia um cargo no Executivo Mineiro.
Além de Alexandre Kalil, do PDT, o candidato à reeleição Mateus Simões, do PSD, participou da sabatina promovida pela Rádio CBN, O GLOBO e Valor Econômico. Cleitinho Azevedo, do Republicanos, e Patrus Ananias, do PT, que completam o grupo de melhores colocados nas pesquisas não participaram, alegando conflito de agenda.
Fonte: CBN
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