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Eleições 2026: na reta final, Ministério Público do Trabalho registra aumento nas denúncias de assédio eleitoral

Eleições 2026: na reta final, Ministério Público do Trabalho registra aumento nas denúncias de assédio eleitoral

Os relatos incluem ameaças, promessas de vantagens financeiras e pressão psicológica para forçar o voto em determinados candidatos.

Por Redação

01/10/2026 às 09:24

Urna eletrônica

Foto: TRE-MG

Às vésperas das eleições, o Ministério Público do Trabalho registrou um salto nas denúncias de assédio eleitoral nos ambientes de trabalho com 782 denúncias até esta quarta-feira (30).

Só em setembro foram 518 denúncias ao Ministério Público. Um número três vezes maior do que o registrado em agosto, quando eram 135 denúncias. Apesar do aumento nesta reta final, o volume total ainda é menor do que nas eleições de 2022, quando o MPT recebeu 3.373 denúncias.

Desde maio de 2024, até esta quinta-feira, 1º de outubro, das mais de 6,4 milhões de petições à Justiça de Trabalho, 815 processos foram instaurados identificados como casos de assédio eleitoral. Sendo 68 apenas nesse ano de acordo com o Painel de Monitoramento do Assédio Eleitoral.

O estado do Paraná lidera o ranking de ações judiciais, com 95 processos no Tribunal Regional da nona Região. Em seguida aparece o estado de São Paulo, somando 85 casos na capital e 81 no interior.

Um levantamento da Justiça do Trabalho mostra que a coação política invadiu os celulares dos funcionários. O WhatsApp é usado como ferramenta de assédio em 37% dos processos, e as redes sociais em quase 15%.

Os relatos incluem ameaças, promessas de vantagens financeiras e pressão psicológica para forçar o voto em determinados candidatos. A maioria das ações na Justiça é movida pelos próprios trabalhadores contra donos de empresas, diretores e gerentes. O levantamento é do Centro de Pesquisas Judiciárias do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho.

Fonte: CBN

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