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Eleitores vão às urnas no domingo (4) sem assistir a um debate entre os dois principais candidatos à Presidência

Eleitores vão às urnas no domingo (4) sem assistir a um debate entre os dois principais candidatos à Presidência

Nesta quinta-feira, a duas horas do horário programado, a TV Globo cancelou o último debate antes do primeiro turno, alegando insegurança jurídica e violação à liberdade de imprensa.

Por Redação

02/10/2026 às 06:28

Urna eletrônica

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os 156 milhões de eleitores brasileiros vão às urnas no domingo sem ter visto um único confronto direto entre os dois principais candidatos à Presidência. Nesta quinta-feira, a duas horas do horário programado, a TV Globo cancelou o último debate antes do primeiro turno, alegando insegurança jurídica e violação à liberdade de imprensa.

A emissora tomou a decisão após ser notificada de duas liminares do TSE e do STF que mudaram as regras previamente acordadas entre as campanhas.

Na Corte Eleitoral, a ministra Estela Aranha atendeu a uma demanda da coligação liderada pelo PT e proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio de Lula, que não quis comparecer ao debate.

A decisão invalidou o ponto do regulamento que autorizava a exibição da cadeira vazia com o nome do candidato ausente e permitia que os adversários usassem 30 segundos em rodada de tema livre para formular perguntas a ele.

No Supremo, o ministro Gilmar Mendes atendeu a uma solicitação do Solidariedade e obrigou a TV Globo a incluir o candidato Renan Santos, do Missão, entre os debatedores.

A decisão contrariou o critério legal da bancada parlamentar mínima e um despacho emitido no dia anterior pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que havia barrado o postulante do Missão por ter apenas um deputado na Câmara.

As mudanças de última hora levaram o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, a desistir de participar do debate, alegando que houve censura judicial.

Em comunicado oficial lido pelo apresentador César Tralli no encerramento do Jornal Nacional, a emissora afirmou que as sucessivas determinações judiciais a poucos momentos do programa geraram profunda insegurança jurídica e configuraram uma interferência indevida na liberdade de imprensa para organizar eventos eleitorais.

Em vez do confronto direto na TV Globo, os dois líderes nas pesquisas foram ao Youtube, em ambientes controlados.

Flávio Bolsonaro fez uma live com aliados e disse Lula usou os amigos do Judiciário para censurar o debate.

O cancelamento do debate consumou o encerramento da campanha eleitoral de rádio e televisão do primeiro turno de 2026 sem que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro tenham travado nenhum embate direto televisionado.

No mesmo horário programado para o debate, Lula concedeu uma entrevista ao vivo ao Flow Podcast e justificou a ausência no evento da Globo.

O imbróglio jurídico que desestabilizou a organização do debate na Globo começou na terça-feira, quando o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, concedeu liminar reformando o entendimento temporal da própria Corte sobre a aferição de bancadas partidárias.

A decisão obrigou a emissora a abrir espaço no palco presidencial para Romeu Zema, que inicialmente não constava na lista de postulantes com convite assegurado pelas regras vigentes no início da campanha.

Fonte: CBN

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