Eleições 2026: Augusto Cury (Avante) participa da Sabatina do Ouvinte da CBN
Candidato à Presidência da República respondeu a perguntas sobre violência contra a mulher, educação, economia e inclusão. Confira!
Por Redação
30/09/2026 às 09:16

Foto: CBN
Ao longo desta semana, a CBN apresenta a Sabatina do Ouvinte, série em que candidatos à Presidência respondem a perguntas da audiência sobre temas que estão entre as principais preocupações dos brasileiros.
Eleições 2026: Ronaldo Caiado (PSD) participa da Sabatina do Ouvinte da CBN
Foram convidados Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD).
Augusto Cury é o entrevistado desta quarta-feira (30).
Educação
Ouvinte Mateus pergunta: Você pretende implementar um programa nacional de autodesenvolvimento e educação multifocada? E como espera implementar esse projeto?
Nós precisamos entender que somente uma educação em tempo integral pode prevenir a droga química e a droga digital.
A cada 10 minutos, um adolescente se automutila. E cerca de 25% dos adolescentes, em destaque das meninas, já não veem mais sentido para a vida. Então, uma escola em tempo integral, que tem um currículo repaginado com oratória, gestão financeira, empreendedorismo, inclusive teatro e as matérias clássicas, e os professores estimulando os alunos a perguntarem, a desafiarem, a pensar e a aplaudirem junto com a plateia.
Esse aluno que participou, se cria uma espetacularidade onde cada aluno é abraçado, e a educação ganha musculatura para formar pensadores e não repetidores de informação.
Violência contra a mulher
Ouvinte Paula pergunta: O Brasil tem criado leis e mecanismos de proteção às mulheres, mas a violência continua acontecendo. Se o senhor assumir a Presidência, qual será a principal mudança na atuação do Estado para identificar uma mulher em situação de risco antes que a violência se transforme em feminicídio? E como pretende medir se essa política está realmente funcionando?
Eu sou o único candidato à Presidência que tem um projeto para combater o feminicídio de maneira eficaz: um app, ou um aplicativo, com um botão de alerta.
A mulher está em situação de risco e ela facilmente toca o botão de alerta e aciona a delegacia mais rápida. Isso é revolucionário. Aí, o esquema policial já entra em ação para atendê-la o quanto antes.
Caso contrário, 10, 20, 30 minutos é uma eternidade. E como é que nós vamos medir se isso funciona ou não? Porque vai cair o número de feminicídios.
Então, estatisticamente, a própria queda é evidência solene de que há um médico na Presidência que também tem uma preocupação enorme com as mulheres, e elas vão ser protegidas.
Políticas públicas para pessoas com deficiência
Ouvinte Pedro pergunta: Sou uma pessoa do Transtorno Espectro Autista e eu gostaria de saber se o senhor tem algumas propostas para assistencialismo de pessoas com autismo e pessoas com deficiência em geral?
Toda pessoa que é neurodivergente é um ser humano único e irrepetível. Você é esse ser humano.
Não há pessoas complexas e menos complexas, inteligentes e menos inteligentes. Há, sim, maneiras diferentes de entender a vida, de refletir e de construir pensamentos e ideias, e elas devem ser respeitadas. O Estado precisa abraçar os neurodivergentes, seja em sala de aula, estimulando os professores a aplaudir cada comportamento dos alunos, saudável, bem como os demais alunos.
Aí cria um movimento de empatia. E o Estado precisa proteger, sim, aqueles que têm um alto grau de neurodivergência, que têm dificuldade de expressar suas ideias, dificuldade de se relacionar. Caso contrário, o Estado vai protegê-los, dando melhor tratamento e condições para que eles se tornem autores da sua própria história.
Espectro político
Ouvinte Cainan pergunta: Eu queria saber se você se considera de esquerda ou de direita e o porquê?
A minha mente é capitalista, com o melhor do capitalismo: meritocracia, empreendedorismo, juros mais baixos, Estado eficiente e menos gastador, preservação da família, liberdade de expressão. Mas meu coração é um coração social, coração que você poderia falar que tem o melhor da esquerda: escuta ativa dos direitos humanos, preocupação com o meio ambiente, capacidade de você entender que alunos não são números, mas são seres humanos únicos, e também uma preocupação com a saúde, saúde básica, o atendimento aos mais vulneráveis.
Então, eu tenho uma mente capitalista e um coração social. Eu proponho uma revolução nos líderes do século XXI.
Não há duas famílias, não há dois barcos, há apenas um barco chamado família brasileira.
Economia
Ouvinte Celso Luiz pergunta: O cidadão paga trilhões em impostos por ano. Onde são aplicados os grandes volumes de dinheiro arrecadado com as exportações de minérios em geral e outras commodities que traz para dentro do Brasil um volume monstruoso de dinheiro? Esse dinheiro tem ido para onde? Tem sido aplicado em que?
De fato, parece muito estranho. Como é que um país tão rico como o nosso, que exporta tanto, está endividado? Para onde vai esse dinheiro? Ele vai de diversas maneiras. Número um: o governo é irresponsável fiscalmente. Ele gasta mais do que arrecada.
Nós já estamos em mais de R$ 80 bilhões, o déficit que nós chamamos primário. Ou seja, o governo gasta muito mais do que arrecada no custeio dele para manter a máquina pública.
E, além disso, por ano, o governo gasta R$ 1,15 trilhão para financiar a dívida federal. Isso é uma insanidade. Então, como o governo está endividado, ele acaba também endividando crianças e adolescentes.
O futuro delas está completamente comprometido. Então, se tivermos um governo mais responsável, que gasta menos do que arrecada, vai sobrar dinheiro para o Bolsa Família, para os projetos sociais e para o governo desenvolver a sua nação. Mas, como ele é muito irresponsável, ele nunca tem dinheiro para fazer aquilo que é necessário.
Acompanhe a Sabatina do Ouvinte:
Fonte: CBN
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