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Casos de chikungunya disparam 364,9% na Bahia e chegam a quase 10 mil em 2026

Casos de chikungunya disparam 364,9% na Bahia e chegam a quase 10 mil em 2026

Estado contabilizou 9.990 casos prováveis até 15 de setembro, contra 2.149 no mesmo período do ano passado; duas mortes foram confirmadas e 201 municípios registraram ocorrências.

Por Redação

21/09/2026 às 16:58

Imagem de Casos de chikungunya disparam 364,9% na Bahia e chegam a quase 10 mil em 2026

Foto: Marcos Santos/Jornal da USP

A Bahia registrou um aumento de 364,9% nos casos prováveis de chikungunya em 2026. Entre janeiro e 15 de setembro, foram contabilizadas 9.990 ocorrências, contra 2.149 no mesmo período de 2025. Os dados são da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

O avanço chama atenção em meio ao alerta das autoridades de saúde para a circulação das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, mosquito responsável também pela transmissão da dengue e da zika. A chikungunya pode provocar febre e, principalmente, dores intensas nas articulações, que em alguns pacientes podem persistir após a fase aguda da doença.

Duas mortes foram confirmadas

Dos 9.990 casos prováveis registrados neste ano, duas mortes por chikungunya foram confirmadas na Bahia.

Ao todo, 201 municípios baianos notificaram ocorrências da doença, sendo que 22 apresentaram incidência superior a 100 casos para cada 100 mil habitantes.

A alta representa uma mudança expressiva em relação ao cenário observado no ano passado. Dados epidemiológicos da Sesab mostram que, em 2025, o estado havia apresentado forte redução da chikungunya em comparação com 2024. Mesmo naquele momento, a secretaria já destacava a necessidade de manter a vigilância diante do potencial da doença de provocar sintomas prolongados.

O aumento não ocorre apenas na Bahia. Em fevereiro, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta epidemiológico diante do crescimento sustentado da chikungunya em diferentes países das Américas desde o fim de 2025 e início de 2026.

Dengue cai 16,5% na Bahia

Enquanto a chikungunya apresenta forte crescimento, a dengue registrou redução de 16,5% no estado.

Entre janeiro e 15 de setembro de 2025, foram contabilizados 27.894 casos prováveis. No mesmo intervalo deste ano, o número caiu para 23.285. Apesar da redução, 12 mortes por dengue foram registradas no período.

Já a zika apresentou uma variação menor. Os registros passaram de 252 casos prováveis em 2025 para 260 em 2026, crescimento de 3,2%.

Os números mostram que as três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti apresentam comportamentos diferentes no estado neste ano, com destaque para a forte expansão da chikungunya.

Calor e água parada favorecem mosquito

Temperaturas elevadas e a presença de água parada criam condições favoráveis para a reprodução do Aedes aegypti.

Períodos de calor exigem atenção redobrada, especialmente quando há armazenamento de água em caixas, baldes e outros recipientes. A chegada das estações mais quentes também pode favorecer a proliferação do mosquito.

O Ministério da Saúde destaca que a principal forma de prevenção é eliminar possíveis criadouros do mosquito, evitando qualquer recipiente capaz de acumular água.

Saiba como prevenir

Entre as principais medidas recomendadas estão manter caixas d'água e reservatórios devidamente fechados, eliminar água acumulada em pneus, garrafas, vasos e recipientes, manter piscinas tratadas e verificar regularmente áreas externas das residências.

O Ministério da Saúde também recomenda medidas de proteção individual, como uso adequado de repelentes registrados, telas em portas e janelas, mosquiteiros e roupas que protejam áreas expostas do corpo. No caso de crianças pequenas, é importante seguir as orientações específicas para cada faixa etária.

Dor intensa nas articulações é característica da chikungunya

Os sintomas de dengue, zika e chikungunya podem ser semelhantes, por isso o diagnóstico deve ser realizado por profissionais de saúde.

Na chikungunya, uma das principais características é a dor intensa nas articulações, que pode vir acompanhada de febre, dor de cabeça, fadiga e manchas na pele. O Ministério da Saúde alerta que a doença pode apresentar fases aguda, subaguda e crônica.

Ao apresentar sintomas compatíveis com alguma arbovirose, a orientação é procurar atendimento em uma unidade de saúde para avaliação adequada.

Com quase 10 mil casos prováveis de chikungunya e crescimento de 364,9%, o cenário reforça a necessidade de intensificar o combate aos criadouros do Aedes aegypti em toda a Bahia.

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