Caiado, Zema e Cury lamentam cancelamento do debate
Após o cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno, que seria realizado pela TV Globo, Ronaldo Caiado (PSD) , Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) participaram de coletivas de imprensa, seguindo o rito que havia sido previamente esta
Por Redação
01/10/2026 às 23:02

Foto: Globo/Manoella Mello
Após o cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno, que seria realizado pela TV Globo, Ronaldo Caiado (PSD) , Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) participaram de coletivas de imprensa, seguindo o rito que havia sido previamente estabelecido para o debate.
Os candidatos fizeram coro à justificativa apresentada pela Globo, que apontou insegurança jurídica provocada por decisões judiciais que alteraram as regras definidas entre a emissora e as campanhas.
Primeiro candidato a falar, Ronaldo Caiado (PSD) classificou o episódio como um golpe na disputa eleitoral e criticou a atuação do Judiciário. "É um atentado à democracia brasileira. A palavra é essa. Ou seja, destruíram o processo eleitoral no país", afirmou. Segundo Caiado, a falta de debates prejudicou o processo eleitoral.
"Nós não tivemos a oportunidade de poder promover debates. O Lula, desde o primeiro momento, fez questão de não só não comparecer, mas também buscar uma linha paralela num podcast para tentar inviabilizar", disse. O candidato também criticou decisões do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal.
Romeu Zema (Novo), que conseguiu o direito de participar do debate após uma decisão judicial, também criticou as decisões tomadas nesta quinta-feira. O candidato afirmou que não vê contradição entre ter recorrido ao Judiciário para garantir sua participação e, agora, criticar a atuação da Justiça.
"Nós estamos assistindo mais uma vez o Judiciário fazer política no Brasil. Nada contra a participação de qualquer candidato, mas nós sempre tivemos regras para serem obedecidas", declarou.
Para Zema, a alteração das regras às vésperas do debate beneficiaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Faltando poucos minutos, uma decisão judicial, no meu entender, sem pé e sem cabeça, muda tudo, um outro candidato desiste e nós estamos vendo a Justiça a serviço do Lula", afirmou.
O candidato do Avante, Augusto Cury, também criticou a exposição do Supremo Tribunal Federal durante o processo eleitoral, mas aproveitou para reafirmar que sua candidatura continua de pé. "Claro que está de pé a minha candidatura e há uma esperança muito forte de que dia 4 de outubro nós estaremos no segundo turno", afirmou.
Cury defendeu o fim da insegurança jurídica e disse que o STF deveria ter uma atuação mais discreta.
"Essa insegurança jurídica tem de terminar. O STF é o alicerce da democracia, um alicerce tem que ser discreto. Na verdade, o STF ganhou um protagonismo completamente desproporcional, beirando a um colapso da democracia", declarou.
Fonte: CBN
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