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Após disputa dentro da Corte, TSE vai analisar canal de apoiadores de Lula

Após disputa dentro da Corte, TSE vai analisar canal de apoiadores de Lula

Ricardo Villas Bôas Cueva suspendeu a decisão de Kassio Nunes Marques e determinou o restabelecimento do canal "Exército do Lula" no WhatsApp.

Por Redação

12/10/2026 às 06:04

Atualizado em 12/10/2026 às 07:56

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é responsável pela organização das eleições no Brasil.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um canal de apoiadores do presidente Lula será analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral após ser o centro de uma disputa dentro da Corte neste domingo (11).

O corregedor-geral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e determinou o restabelecimento do canal “Exército do Lula” no WhatsApp.

O canal é administrado pelo deputado federal André Janones e tem mais de três mil membros.

No processo sob sua relatoria, Cueva já havia pedido explicações à campanha do PT sobre a acusação de disseminação de informações falsas feita pela campanha de Flávio Bolsonaro.

O corregedor criticou a interferência do presidente do tribunal.

Na decisão, Cueva argumentou que os elementos apresentados inicialmente eram insuficientes para justificar uma medida tão drástica quanto a suspensão total de um canal de comunicação.

O ministro disse ainda que a decisão afeta a liberdade de expressão.

Pela manhã, Nunes Marques havia determinado o bloqueio do canal até o fim do segundo turno.

O presidente do TSE afirmou que havia uma estrutura de transmissão para milhões de pessoas, usada para replicar conteúdos que a Corte já reconheceu como inverídicos, como a alegação de que Nossa Senhora Aparecida perderia o título de padroeira do Brasil.

A campanha de Flávio Bolsonaro criticou a decisão do corregedor, classificando-a como “estarrecedora” e acusando a Justiça de ser complacente com a disseminação de informações falsas.

Já a campanha do presidente Lula criticou a decisão anterior da Presidência do TSE, chamando o bloqueio de “censura” e acusando Nunes Marques de parcialidade e de usurpar a competência da Corregedoria.

O presidente Lula classificou a decisão inicial como “absurda” e disse não aceitar uma intromissão indevida.

Do outro lado, o senador Flávio Bolsonaro cobrou agilidade da Justiça Eleitoral.

O caso será submetido com urgência ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral para uma decisão definitiva.

Fonte: CBN

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