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VÍDEO: Willer Tomaz rebate reportagem do Jornal Nacional sobre “sala secreta” em hangar e apresenta documentos

VÍDEO: Willer Tomaz rebate reportagem do Jornal Nacional sobre “sala secreta” em hangar e apresenta documentos

Advogado contesta suspeitas envolvendo compartimento encontrado pela Polícia Federal no Aeroporto de Brasília, afirma que estrutura atende empresas de transporte de valores e destaca que nenhum dinheiro foi localizado no espaço.

Por Redação

22/10/2026 às 18:02

Atualizado em 22/10/2026 às 18:06

Imagem de VÍDEO: Willer Tomaz rebate reportagem do Jornal Nacional sobre “sala secreta” em hangar e apresenta documentos

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O advogado e empresário Willer Tomaz divulgou um vídeo nas redes sociais em resposta a uma reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, sobre a descoberta de um compartimento reservado em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília. Na gravação, ele apresenta documentos, contratos e trechos da legislação brasileira para contestar suspeitas relacionadas à utilização do local.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de informações de uma investigação da Polícia Federal que identificou uma sala com porta metálica aparentemente blindada, prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro. Os investigadores suspeitam que o espaço pudesse ser utilizado para armazenar valores, hipótese contestada pela defesa do advogado.

Um dos principais pontos destacados por Willer Tomaz é que nenhuma quantia em dinheiro foi encontrada durante a inspeção realizada pelos agentes federais.

ASSISTA AO VÍDEO:

 

 

Vídeo: Reprodução/Redes sociais

Advogado apresenta contratos e questiona expressão “sala secreta”

Ao longo da gravação, Willer Tomaz exibe documentos que, segundo ele, demonstram a utilização do espaço para atividades relacionadas ao transporte e à custódia de valores.

O empresário afirma que a estrutura integra as instalações destinadas ao atendimento de empresas especializadas nesse tipo de serviço, que exige medidas de segurança para o armazenamento temporário e a movimentação de dinheiro e outros bens.

Tomaz também apresenta imagens do compartimento e questiona a caracterização do ambiente como uma sala secreta. Na avaliação do advogado, a existência de portas reforçadas, grades, prateleiras e equipamentos para contagem de cédulas é compatível com serviços de segurança e transporte de valores.

Os documentos apresentados no vídeo integram os argumentos de sua defesa, mas não permitem, isoladamente, confirmar a regularidade de todas as atividades realizadas no local.

Legislação brasileira prevê transporte e custódia de valores

Durante sua manifestação, o advogado faz referência à Lei nº 14.967, de 2024, que estabelece o Estatuto da Segurança Privada e regulamenta atividades relacionadas ao transporte de numerário, bens e valores no Brasil.

A legislação prevê, entre outras atividades, serviços de transporte, escolta, armazenagem e custódia de valores por empresas devidamente autorizadas.

O artigo 4º estabelece que a prestação de serviços de segurança privada depende de autorização prévia da Polícia Federal, responsável também pelo controle e pela fiscalização do setor.

Ao apresentar trechos dessa legislação e contratos de prestação de serviços, Willer sustenta que o compartimento identificado no hangar teria finalidade operacional.

A existência de previsão legal para essas atividades, entretanto, não comprova automaticamente que a estrutura investigada atendia a todas as exigências regulamentares.

Polícia Federal não encontrou dinheiro no compartimento

Um dos aspectos centrais do caso é a ausência de dinheiro em espécie no local durante a diligência.

Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, os policiais identificaram um ambiente reservado atrás de uma estrutura de madeira. No interior, foram encontrados equipamentos e objetos considerados compatíveis com a guarda de valores.

Apesar disso, nenhuma quantia em dinheiro foi localizada no compartimento.

A Polícia Federal considera necessária a continuidade da apuração para esclarecer a finalidade efetiva do espaço e verificar se ele foi utilizado em operações irregulares.

Em sua defesa, Willer Tomaz afirma que os equipamentos fazem parte de uma atividade empresarial legítima e rejeita qualquer associação do ambiente ao armazenamento de recursos ilícitos.

Willer questiona repercussão do caso às vésperas da eleição

Na parte final do vídeo, o advogado também critica a repercussão da reportagem no cenário político nacional, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.

Tomaz contesta a associação da descoberta ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), com quem mantém uma relação de amizade.

O empresário afirma que a estrutura apresentada no vídeo está relacionada a serviços prestados por empresas e não a atividades políticas do candidato.

Embora a Polícia Federal também investigue suspeitas relacionadas à ligação entre Tomaz e Flávio Bolsonaro em outra frente de apuração, o relatório divulgado sobre o compartimento não afirma que o candidato tenha utilizado a sala identificada no hangar.

A relação de amizade entre os dois não constitui, por si só, prova de participação em eventuais irregularidades.

Investigação continua em andamento

O compartimento foi localizado durante diligências da Operação Sem Desconto, investigação que apura suspeitas de irregularidades financeiras e fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os investigadores buscam esclarecer a movimentação de recursos e as atividades desenvolvidas por empresas relacionadas ao advogado.

A defesa de Willer Tomaz nega irregularidades e sustenta que os equipamentos encontrados integram uma atividade empresarial legalmente regulamentada.

A existência da sala e dos objetos apreendidos é um fato documentado na investigação. Já a finalidade ilícita atribuída ao espaço permanece sob apuração e não pode ser tratada como comprovada.

O caso segue em investigação, sem que as informações divulgadas sobre o compartimento permitam concluir, isoladamente, pela ocorrência de crime.

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