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TV argentina mostra momento em que van supostamente com Flávio Bolsonaro atravessa fronteira para a Argentina; veja vídeo

TV argentina mostra momento em que van supostamente com Flávio Bolsonaro atravessa fronteira para a Argentina; veja vídeo

No vídeo, é possível ver o mesmo veículo que chega no aeroporto posteriormente.

Por Redação

29/10/2026 às 06:40

Atualizado em 29/10/2026 às 08:55

Van com Flávio Bolsonaro passa fronteira entre Brasil e Argentina.

Foto: Reprodução

A TV argentina C5N divulgou o vídeo mostrando o momento em que a van supostamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e a família cruzam a fronteira do Brasil com a Argentina.

No vídeo, é possível ver o mesmo veículo que chega no aeroporto posteriormente.

Onze partidos políticos e o TSE defenderam o resultado da eleição presidencial após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta golpista contestando a vitória de Lula. Assim que pisou nos Estados Unidos, depois de dois dias de fuga, o candidato derrotado nas urnas divulgou um documento em que se autoproclamava o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Depois, o senador apagou o post e se autodenominou “líder do Brasil” e divulgou uma série de distorções sobre uma suposta fraude na eleição.

Como reação, os partidos União Brasil, PSD, MDB, PSDB e sete legendas de esquerda reafirmaram o respeito às urnas.

O União Brasil, que apoiou Flávio Bolsonaro na eleição presidencial, afirmou que a votação de domingo ocorreu com lisura e que a democracia é um valor inegociável. A legenda também destacou que as instituições devem estar acima das pessoas.

O MDB reafirmou total confiança no sistema eleitoral brasileiro e reconheceu a legitimidade da vitória de Lula.

Sete partidos de esquerda e centro-esquerda divulgaram uma nota conjunta em defesa do resultado da eleição presidencial.

PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT afirmaram que o Brasil não aceita interferência estrangeira no processo democrático.

As legendas também destacaram que observadores internacionais reconheceram a legalidade da votação.

O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que não há provas de que houve fraude nas eleições, mas tentou justificar a iniciativa.

Aliado de Flávio, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que o senador precisa respeitar o resultado das eleições.

Flávio Bolsonaro e familiares chegando aos EUA

RICARDO ARDUENGO/AFP

Apontado como o possível líder da direita no lugar de Flávio, Tarcísio disse que compreende a indignação de ex-candidato, mas ressaltou que a disputa já terminou.

Em entrevista concedida ao jornal O Estado de São Paulo antes da divulgação da carta, o governador disse que aconselhou Flávio ao não deixar o país e a não contestar o resultado.

Dados da alfândega americana mostram que Flávio Bolsonaro e a família entraram nos Estados Unidos com uma autorização temporária, geralmente concedida por razões humanitárias.

O documento permite que o senador permaneça no país por até um ano.

A carta golpista

Flávio Bolsonaro chegando nos Estados Unidos.

RICARDO ARDUENGO/AFP

No final da tarde, o candidato derrotado por Lula no segundo turno publicou uma carta golpista em que se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.

Na primeira versão, Flávio usou o brasão antigo dos Estados Unidos do Brazil, com Z, da Velha República.

Depois, numa segunda versão, o senador se referiu a si mesmo como "líder do Brasil" e corrigiu o brasão para República Federativa do Brasil, o nome atualizado do país.

O governador não acreditava, mas aconteceu. Flávio Bolsonaro inicia a carta golpista sugerindo que teve ajuda do presidente argentino, Javier Milei, e de Donald Trump, para fugir.

Na carta, Flávio alega que houve uma fraude eleitoral no Brasil no segundo turno, sem apresentar qualquer prova.

Ele citou o que chamou de atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado de Lula, se referindo à decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou o horário da votação em duas horas.

Flávio não cita que, no domingo, o partido dele, o PL, também pediu a ampliação do horário de votação.

Após a divulgação da carta, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade e respeitaram a Constituição.

Na nota, o ministro defendeu a vontade soberana dos eleitores e garantiu que eventuais questionamentos apresentados pelos meios legais serão analisados.

Segundo o TSE, apenas 34 mil votos foram registrados depois das cinco da tarde. Lula venceu a eleição por uma diferença de quatro milhões e quatrocentos mil votos.

No mesmo dia da apuração, Kassio Nunes Marques, que foi indicado por Jair Bolsonaro, afirmou que a prorrogação do horário não comprometeu o resultado da eleição.

Sem citar Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro diz na carta que sete minutos após o que chamou de repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, mandou sequestrar seus passaportes.

No domingo, a Polícia Federal pediu para apreender os passaportes de Flávio sete minutos após o resultado matemático da eleição. E a decisão de Moraes veio horas depois.

Flávio Bolsonaro também afirma que não fugiu do Brasil e que deixou o país por perseguição política.

O senador, porém, fugiu do país para não cumprir uma decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega dos passaportes dele e proibiu viagens internacionais.

A medida foi solicitada pela Polícia Federal, em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e plataformas de apostas.

Segundo o Ministério da Fazenda, o advogado amigo de Flávio foi o apostador com o maior volume de depósitos em plataformas de apostas no ano passado e movimentou 5 bilhões de reais.

Ainda na carta de teor golpista, Flávio Bolsonaro afirma que vive sob perseguição e que a oposição não tem liberdade no Brasil.

O documento, porém, não menciona as investigações criminais envolvendo o senador; nem a participação dele em debates e sabatinas; e nem as vitórias eleitorais do próprio PL, que conquistou as maiores bancadas no Congresso.

Declaração de voo mostra que Flávio Bolsonaro voou da Argentina com passaporte italiano.

Reprodução

Fonte: CBN

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