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Governo Trump monitorou fuga de Flávio Bolsonaro e criou fake news para despistar imprensa e autoridades, diz jornal
Governo Trump monitorou fuga de Flávio Bolsonaro e criou fake news para despistar imprensa e autoridades, diz jornal
Além disso, o presidente argentino, Javier Milei, pessoalmente pediu para seu assessor Santiago Caputo resolver a situação e recebeu telefonema dele após partida de Flávio Bolsonaro e familiares. O jato, segundo o Clarín, foi fretado por 'figuras influent
Por Redação
29/10/2026 às 07:54

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O governo dos Estados Unidos monitorou todo o plano de fuga de Flávio Bolsonaro (PL) e da família e foi responsável por enviar fake news para a imprensa, a fim de despistar todo o plano nos veículos e entre as autoridades.
As informações foram divulgadas em uma reportagem pelo jornal Clarín, destacando que veículos como a Reuters disseram que Flávio já havia chegado nos EUA, citando fontes confiáveis do Departamento de Estado.
Enquanto isso, Flávio e a família 'aguardavam instruções da Casa Rosada, via Caputo, para entrar no aeroporto de Foz do Iguaçu e concluir os procedimentos necessários para deixar o país'.
Ainda de acordo com a reportagem, o assessor foi responsável por providenciar o jatinho para levar a família. Além disso, ele foi designado diretamente por Javier Milei, presidente da Argentina, para resolver o caso.
Após Flávio deixar o país, Caputo ligou diretamente para Milei confirmando o sucesso do plano.
Diversos órgãos argentinos estiveram envolvidos no planejamento, entre eles a Secretaria de Inteligência, de Imigração, Polícia Aeroportuária e até mesmo a Entidade Binacional Yacyretá, responsável por administrar uma usina entre Argentina e Paraguai.
Além do jatinho que levou Flávio, outro pousou no mesmo aeroporto e ficou parado o dia inteiro para tentar criar uma distração.
O texto ainda diz que Caputo acompanhou a família até a pista do aeroporto para concluir os trâmites de imigração. O jato, segundo o Clarín, foi fretado por 'figuras influentes do Partido Republicano'.
O veículo destaca que a imigração brasileira não 'não realiza verificações em brasileiros que entram na Argentina'.
'As autoridades locais da província não foram informadas sobre a dimensão da operação nem sobre as autoridades que apareceram em Puerto Iguazú', completa o texto.
A carta golpista
Flávio Bolsonaro chegando nos Estados Unidos.
RICARDO ARDUENGO/AFP
No final da tarde, o candidato derrotado por Lula no segundo turno publicou uma carta golpista em que se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.
Na primeira versão, Flávio usou o brasão antigo dos Estados Unidos do Brazil, com Z, da Velha República.
Depois, numa segunda versão, o senador se referiu a si mesmo como "líder do Brasil" e corrigiu o brasão para República Federativa do Brasil, o nome atualizado do país.
O governador não acreditava, mas aconteceu. Flávio Bolsonaro inicia a carta golpista sugerindo que teve ajuda do presidente argentino, Javier Milei, e de Donald Trump, para fugir.
Na carta, Flávio alega que houve uma fraude eleitoral no Brasil no segundo turno, sem apresentar qualquer prova.
Ele citou o que chamou de atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado de Lula, se referindo à decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou o horário da votação em duas horas.
Flávio não cita que, no domingo, o partido dele, o PL, também pediu a ampliação do horário de votação.
Após a divulgação da carta, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade e respeitaram a Constituição.
Na nota, o ministro defendeu a vontade soberana dos eleitores e garantiu que eventuais questionamentos apresentados pelos meios legais serão analisados.
Segundo o TSE, apenas 34 mil votos foram registrados depois das cinco da tarde. Lula venceu a eleição por uma diferença de quatro milhões e quatrocentos mil votos.
No mesmo dia da apuração, Kassio Nunes Marques, que foi indicado por Jair Bolsonaro, afirmou que a prorrogação do horário não comprometeu o resultado da eleição.
Sem citar Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro diz na carta que sete minutos após o que chamou de repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, mandou sequestrar seus passaportes.
No domingo, a Polícia Federal pediu para apreender os passaportes de Flávio sete minutos após o resultado matemático da eleição. E a decisão de Moraes veio horas depois.
Flávio Bolsonaro também afirma que não fugiu do Brasil e que deixou o país por perseguição política.
O senador, porém, fugiu do país para não cumprir uma decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega dos passaportes dele e proibiu viagens internacionais.
A medida foi solicitada pela Polícia Federal, em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e plataformas de apostas.
Segundo o Ministério da Fazenda, o advogado amigo de Flávio foi o apostador com o maior volume de depósitos em plataformas de apostas no ano passado e movimentou 5 bilhões de reais.
Ainda na carta de teor golpista, Flávio Bolsonaro afirma que vive sob perseguição e que a oposição não tem liberdade no Brasil.
O documento, porém, não menciona as investigações criminais envolvendo o senador; nem a participação dele em debates e sabatinas; e nem as vitórias eleitorais do próprio PL, que conquistou as maiores bancadas no Congresso.
Jatinho da Baires Fly usado por Flávio Bolsonaro e a família.
Divulgação
Fonte: CBN
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