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Serviços essenciais podem ter regimes de compensação após aprovação do fim da escala 6x1
Serviços essenciais podem ter regimes de compensação após aprovação do fim da escala 6x1
O texto que garante duas folgas semanais sem redução de salário foi aprovado em dois turnos, por 75 votos a favor e apenas 1 contrário, do senador Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul.
Por Redação
15/10/2026 às 06:24
Atualizado em 15/10/2026 às 10:53

Foto: Ton Molina/Agência Senado
Após aprovação no Senado Federa e promulgação em breve pelo Congresso Nacional, o fim da escala de trabalho 6x1 entrará em vigor em dois meses. Com isso, a jornada cairá de 44 para 42 horas semanais. Dessa forma, a expectativa é que comece a valer no início de 2027.
O texto que garante duas folgas semanais sem redução de salário foi aprovado em dois turnos, por 75 votos a favor e apenas 1 contrário, do senador Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul.
Quatorze meses após o texto ser promulgado, a carga máxima atingirá em definitivo 40 horas semanais.
O presidente Lula acompanhou a votação no Palácio da Alvorada e festejou a vitória, que tem amplo apoio popular e pode resultar em ganhos eleitorais.
O texto aprovado nessa quarta-feira (14) proíbe expressamente cortes no salário nominal ou proporcional, inclusive sobre pisos das categorias, e não reduz a jornada de quem já trabalha 40 horas ou menos.
O descanso semanal remunerado passa de um para dois dias a partir do segundo mês de publicação da emenda, extinguindo o regime tradicional de seis dias de atividade por um de folga.
Um dos descansos deve ser concedido preferencialmente aos domingos, mas a ausência de obrigatoriedade sobre dias fixos permite negociações de escalas.
Trabalhadores que já cumprem carga igual ou inferior a 40 horas também passam a ter direito às duas folgas semanais.
A transição entre os limites de quarenta e duas e 40 horas semanais dependerá da negociação direta entre sindicatos e empresas.
Os acordos coletivos poderão autorizar expedientes diários superiores a oito horas, desde que as duas folgas semanais sejam preservadas.
Há exceções?
Carteira de trabalho
Marcello Casal/ABr
A regra estabelece exceção para trabalhadores com diploma de nível superior que ganhem acima de R$ 21.188.
Atividades ininterruptas e serviços essenciais, como hospitais, segurança privada, transportes e coleta de lixo, poderão utilizar regimes de compensação negociados em convenção coletiva, como a escala 12x36.
Para os prestadores de serviço terceirizados que atendem a órgãos da administração pública, a redução da carga horária fica condicionada à formalização de aditivos contratuais em até 12 meses, visando ao reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos.
A regra exige que o trabalhador atinja, na média do mês, dois dias de repouso por semana, permitindo o acúmulo de folgas, com a exigência de ao menos um dia de descanso a cada sete trabalhados.
Fonte: CBN
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