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Seis pessoas foram presas em Salvador neste ano após cobrarem valores 'exorbitantes' por pintura corporal em turistas
Seis pessoas foram presas em Salvador neste ano após cobrarem valores 'exorbitantes' por pintura corporal em turistas
Por Redação
27/08/2025 às 08:30

Foto: Reprodução/TV Bahia
Pelo menos seis pessoas já foram presas em Salvador, somente neste ano, após cobrarem preços considerados exorbitantes para fazer pinturas corporais em turistas.
Os casos aconteceram nos bairros da Barra e Pelourinho, dois dos pontos mais buscados por visitantes na capital. Todas as vítimas relataram não terem dado autorização durante abordagem.
A pintura corporal tradicionalmente oferecida a turistas remete à banda Timbalada, criada em 1991 pelo cantor, compositor e músico Carlinhos Brown.
O caso mais recente aconteceu na segunda-feira (25), quando duas mulheres foram autuadas em flagrante por extorsão, após cobrarem R$ 400 pelo serviço a duas turistas paraenses, no Centro Histórico.
Segundo a Polícia Civil (PC), elas foram presas depois que as vítimas denunciaram a ação a policiais militares, no Largo do Terreiro de Jesus.
Após o flagrante, a dupla foi encaminhada, com as vítimas, para a Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur), onde a ocorrência foi registrada. Conforme informou a PC, elas seguem à disposição da Justiça.
A primeira prisão registrada neste ano aconteceu no dia 7 de fevereiro, depois que um homem foi acusado de extorsão por uma turista e o filho dela, ambos de Santa Catarina.
A família passeava no bairro da Barra, quando foi abordada por um grupo. Conforme informou a Polícia Militar (PM) na época, a mulher chegou a ser segurada pelo braço, enquanto o filho era ameaçado, para pagar pela pintura. O valor não foi divulgado.
Em consequência da mesma ação, outro suspeito de participar do crime foi encontrado no dia 27 de fevereiro, no Centro Histórico.
Segundo a PC, os integrantes do grupo se passavam por pintores, de maneira organizada, para coagir as vítimas, "prejudicando a segurança e o turismo" da cidade.
Depois disso, no 14 de maio, outro suspeito foi localizado no Pelourinho, após denúncias de um grupo de visitantes. No momento da abordagem policial, ele chegou a ameaçar os policiais, com desacato e resistência à prisão. No entanto, foi contido.
Já no dia 5 de agosto, um quarto homem foi preso nas proximidades do Farol da Barra, após cobrar R$ 130 a uma turista, pelo mesmo tipo de pintura.
O g1 procurou a PC para saber se há outros casos como esses na cidade, mas foi informado que não há o recorte dos dados.

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