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PT propõe reduzir maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos

PT propõe reduzir maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos

Emenda do senador Camilo Santana prevê exceção para crimes como homicídio qualificado, latrocínio e estupro; proposta é discutida às vésperas da votação da PEC da Segurança Pública no Senado.

Por Redação

15/10/2026 às 12:19

Plenário do Senado Federal

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O líder do PT no Senado e um dos coordenadores de campanha do presidente Lula, Camilo Santana, vai apresentar uma emenda para reduzir a maioridade penal para 16 anos em caso de crime hediondos. O que representa um recuo do Planalto para acenar aos eleitores e competir com Flávio Bolsonaro, que já vinha defendendo a redução há mais tempo, enquanto o PT era contra.

O senador Camilo Santana está colhendo assinaturas as 27 assinaturas mínimas para protocolar a sugestão de mudanças ao texto.

Pelo texto apresentado, jovens a partir de 16 anos passam a responder penalmente por infrações graves, como homicídio qualificado, latrocínio e estupro. Para os demais crimes, a responsabilização penal permanece a partir dos 18 anos e os menores conduzidos ao sistema socioeducativo.

Na justificativa da proposta, o parlamentar argumenta que a legislação atual é explorada por facções criminosas para o recrutar adolescentes ao crime organizado. Ele também destaca que atualmente aos 16 anos os jovens já podem votar, trabalhar e ter emancipação civil.

Nesta quarta, o líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho apresentou uma emenda ao Plenário parecida, no entanto mais severa. A sugestão prevê a redução da maioridade penal para 16 anos a maioria dos crimes, e a 14 anos para os hediondos, como tráfico de drogas e organização criminosa.

As duas emendas não estão no texto aprovado pela CCJ na terça.

Como anunciado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o plenário vota nesta quinta-feira, a partir das duas da tarde, a chamada PEC da Segurança Pública. A proposta enviada pelo governo em abril do ano passado busca ampliar a integração entre os órgãos de segurança e combater o crime organizado.

A inclusão da matéria na pauta ocorre após a comissão concluir a análise do texto, sob relatoria do senador Rogério Carvalho, e aprovar um requerimento de calendário especial para acelerar a tramitação e possibilitar que os dois turnos sejam votados ainda hoje.

Se aprovada segue para promulgação do Congresso Nacional. Os líderes governistas já estudam a possibilidade da promulgação das duas emendas constitucionais: a que acaba com o fim da escala de trabalho 6x1 e a da Segurança.

Fonte: CBN

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