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Após fechar lojas e demitir trabalhadores, Casas Bahia enfrenta protesto em Salvador

Após fechar lojas e demitir trabalhadores, Casas Bahia enfrenta protesto em Salvador

Por Redação

28/08/2026 às 07:56

O Sindicato dos Comerciários de Salvador realiza, nesta sexta-feira (28), uma manifestação contra as demissões e o fechamento de lojas da Casas Bahia. O ato está marcado para as 8h30, em frente à unidade da rede localizada no bairro de Cajazeiras, em Salvador.

A mobilização ocorre após uma ampla reestruturação da varejista, que resultou no fechamento de quase 300 lojas em todo o Brasil e em milhares de desligamentos. O sindicato afirma que cerca de 3 mil trabalhadores foram afetados e cobra esclarecimentos e o cumprimento dos direitos trabalhistas.

Fechamento de lojas atingiu Salvador

Na capital baiana, a crise também teve impacto direto. A Casas Bahia fechou 12 das 16 lojas que mantinha em Salvador, deixando mais de 300 trabalhadores sem emprego, segundo informações divulgadas anteriormente. Após os encerramentos, quatro unidades permaneceram em funcionamento na cidade: Calçada, Cajazeiras, Itapuã e Pau da Lima.

Entre as lojas que encerraram as atividades estavam unidades em importantes centros comerciais e shoppings da capital, como Salvador Shopping, Shopping da Bahia, Shopping Barra, Shopping Paralela e Shopping Bela Vista.

O Sindicato dos Comerciários afirma que a manifestação busca chamar a atenção para a situação dos trabalhadores e cobrar maior transparência da empresa durante o processo de reestruturação.

Crise financeira

A mobilização acontece em meio a uma grave crise financeira enfrentada pela companhia. A Casas Bahia registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado agravado por baixas contábeis relacionadas a impostos, ágio, contratos, reorganização de pessoal e encerramento de lojas.

A empresa entrou em processo de recuperação judicial para reorganizar parte de suas dívidas, que somam R$ 17,3 bilhões dentro do processo.

A situação das demissões também chegou à Justiça. Decisões recentes mantiveram suspensas as dispensas coletivas enquanto não houver negociação com as entidades representativas dos trabalhadores.

Com o protesto desta sexta-feira, os comerciários pretendem ampliar a pressão sobre a empresa e cobrar garantias para os trabalhadores atingidos pelos fechamentos e desligamentos.

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