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Presidente do PT afirma que Lula quer 'confronto direto' com Flávio Bolsonaro e confirma que ele irá nos debates
Presidente do PT afirma que Lula quer 'confronto direto' com Flávio Bolsonaro e confirma que ele irá nos debates
O presidente nacional do PT reconheceu em entrevista ao Jornal da CBN que a campanha do presidente Lula poderia ter dialogado mais com setores que se aproximaram da candidatura em 2022.
Por Redação
13/10/2026 às 10:17

Foto: Ricardo Stuckert
Em entrevista ao Jornal da CBN nesta terça-feira (13), o presidente do PT, Edinho Silva, confirmou que o presidente e candidato à reeleição Lula participará dos debates do segundo turno. Segundo ele, a decisão do presidente foi motivada pelo desejo de ter um confronto direto com o adversário.
'Ele quer o confronto direto com o Flávio, ele quer mostrar ao povo brasileiro o que o Flávio representa e o que ele representa. Portanto, ele estará nos debates, sim'.
O presidente nacional do PT reconheceu em entrevista ao Jornal da CBN que a campanha do presidente Lula poderia ter dialogado mais com setores que se aproximaram da candidatura em 2022.
'Eu acho que a gente tem que reconhecer falhas. Eu acho que nós poderíamos ter dialogado mais com os setores que vieram conosco no segundo turno. Acho que essa pode ter sido uma falha.'
Segundo Edinho Silva, o governo pode ter falhado na interlocução direta com esses grupos. Ele afirmou que, apesar da criação do Conselhão, poderia ter havido um diálogo mais próximo com esses setores.
'Talvez tenha faltado essa figura que no governo presidente Lula cuidasse mais desse diálogo. Por mais que o Conselhão tenha existido, por mais que tenha trazido esses setores para dentro do governo para dialogar, talvez a gente pudesse ter feito diálogos mais diretos, aberto, um diálogo mais direto com esses setores.'
A CBN também procurou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, para uma entrevista. Até o fechamento desta reportagem, não houve resposta.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) são candidatos à Presidência da República
Brenno Carvalho / Agência O Globo e Marina Uezima/Brazil Photo Press/Agencia O Globo
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai fazer nesta terça-feira (13) uma reunião de emergência com as equipes jurídicas e coordenadores das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. O encontro convocado pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, busca alinhar regras de conduta e conter a escalada de representações na reta final do segundo turno.
No fim de semana, a própria cúpula do TSE tomou decisões divergentes em torno de redes sociais e canais de mensagens.
A sessão que vai analisar a permanência do canal de WhatsApp "Exército do Lula", ainda não foi marcada. Administrado pelo deputado André Janones, da Rede de Minas Gerais, o canal já reúne mais de quatro milhões de seguidores.
No domingo, o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro e mandou suspender a plataforma por suspeita de disparo em massa de desinformação. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o grupo. Na decisão, ele apontou usurpação de competência interna e enviou o caso para deliberação colegiada imediata.
Nesta segunda-feira (12), o ministro Nunes Marques determinou que a área técnica do TSE fizesse uma análise detalhada sobre o canal, com um amplo mapeamento sobre disseminação de desinformação pela ferramenta e possíveis riscos ao processo eleitoral.
No fim da manhã, os técnicos do Tribunal concluíram que o canal de Janones não contém mensagens já declaradas falsas pelo TSE. A campanha petista classificou a ordem inicial de suspensão dada por Nunes Marques como ato de censura e o presidente Lula insinuou que o ministro está sendo parcial.
Em resposta, a defesa de Flávio Bolsonaro criticou o corregedor Ricardo Cueva por retirar o segredo dos autos. Os advogados da campanha do PL alegaram que o grupo de mensagens adota exclusões deliberadas de conteúdo e redirecionamento por links para burlar a fiscalização.
Justificativa de falta precisa ser apresentada
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: CBN
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