Após impasse judicial, campanha registra canal 'Exército do Lula' no TSE
Após decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, a campanha do presidente Lula já registrou no o canal “Exército do Lula”, que funciona no WhatsApp, no sistema da Justiça Eleitoral. Nesta terça, Nunes Marques, derr
Por Redação
13/10/2026 às 14:26

Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados
Após decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, a campanha do presidente Lula já registrou no o canal “Exército do Lula”, que funciona no WhatsApp, no sistema da Justiça Eleitoral.
Nesta terça, Nunes Marques, derrubou com críticas a decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral Ricardo Villas Bôas Cueva que tinha ordenado a reativação do canal de mensagens "Exército do Lula", que conta com mais de 4 milhões de seguidores. O presidente do TSE atendeu a um pedido da campanha de
Flávio Bolsonaro e restabeleceu o bloqueio do canal, decretado inicialmente por ele no domingo.
De acordo com Nunes Marques, o canal só poderia voltar a funcionar se for formalmente comunicado como canal oficial da campanha de Lula. Na decisão, ele ressaltou que a legislação exige o registro de todos os canais de comunicação de campanha no TSE.
Kassio Nunes Marques, ministro do STF
Rosinei Coutinho/STF
Além da ausência do registro prévio, a decisão levou em conta o relatório técnico apontando que o grupo utilizava comandos para o compartilhamento imediato de mensagens sem verificação prévia, além “do histórico do administrador no envio de notícias falsas em pleitos anteriores”. No entanto, no mesmo relatório, enviado nesta segunda ao ministro pela Assessoria de Combate à Desinformação, não há registro de notícias falsas no canal.
Nunes reforçou que a liberação do canal ocorreria 48 horas após a comprovação do registro pelo candidato ou pela coligação. A decisão estabelece ainda que os mesmos critérios à campanha de Flávio Bolsonaro.
O deputado federal André Janones, que estava em cerimônia de anúncios aos MEIs no Palácio do Planalto, disse que decisão judicial se cumpre, afirmou que poderia jogar o jogo de Nunes Marques e dizer que o TSE está aparelhado favorecendo a campanha adversário, mas não vai fazer isso.
No domingo, em meio a um racha interno, o corregedor-geral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a decisão do presidente Nunes Marques, alegando prejuízos à liberdade de expressão e determinou o retorno do canal "Exército do Lula" no WhatsApp. O caso seria levado ao Plenário.
Marques havia atendido a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro que acusou o grupo por espalhar informações falsas.
Nesta terça, ele marcou uma reunião com representantes das duas campanhas.
Fonte: CBN
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