Presidenciáveis repercutem proibição às bets durante agenda em MG
Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury comentaram a medida anunciada pelo governo federal.
Por Redação
26/09/2026 às 20:10
Atualizado em 27/09/2026 às 10:15

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Eliane Neves/Fotoarena/Agência O Globo/Marina Uezima/Brazil Photo Press/Agencia O Globo
No último fim de semana antes das eleições deste ano, os presidenciáveis Augusto Cury, do Avante, Renan Santos, do Missão, e Romeu Zema, do Novo, retornaram, neste sábado (26), ao estado de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país.
Romeu Zema esteve nas cidades de Pouso Alegre e Varginha, no sul de Minas, onde fez uma caminhada com apoiadores e reuniu com comerciantes. O candidato à Presidência da República pelo Novo criticou a medida provisória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proíbe as bets e o chamou de oportunista.
"Por que que ele aprovou as bets lá atrás? Visando só a arrecadação, mesmo que às custas da destruição financeira das pessoas mais humildes. Então é mais uma vez um oportunismo político puro de alguém que está vendo que não vai ganhar as eleições."
O candidato Renan Santos, do Missão, classificou a medida provisória que proíbe os jogos de aposta como uma ação eleitoreira de Lula para fingir que ele se preocupa com as famílias endividadas. Renan Santos, que teve agenda em Belo Horizonte, também afirmou que é uma medida para que Lula conquiste mais votos e prestígio do eleitorado feminino.
"O cálculo do Lula é simples: quem usa mais as bets são homens. Homens não votam tanto nele. Esses homens estão tendo vícios, gastos e endividamentos que estão afetando as suas mulheres, tanto mais quanto esposas. Essas mulheres votam no Lula. Então é uma forma de o Lula concentrar poder e prestígio junto às eleitoras dele, quem ele quer agradar."
Já o candidato Augusto Cury, do Avante, fez em Caeté, na grande Belo Horizonte, uma caminhada pela pacificação, encerrando a agenda deste sábado. Antes, Cury esteve no Largo do Pelourinho, em Salvador. No estado baiano, o candidato reforçou que defende aumentar os impostos ao setor de apostas e afirmou que se trata de uma pauta eleitoreira.
"Nós temos que cobrar impostos muito maiores do que temos cobrado. Elas pagam apenas 12% em impostos, enquanto o setor de alimentos, por exemplo, 18%. Nós deveríamos cobrar pelo menos 50 a 60%, encarando-as no nível de penalização com os cigarros. Ele [Lula] está mais preocupado em se eleger, usar a dor das pessoas para poder ter votos e, consequentemente, se manter no cargo."
Neste domingo, o candidato à presidência pelo Avante estará em Belo Horizonte, onde vai se encontrar com eleitores, em uma carreata na região centro-sul da cidade.
Minas Gerais deve voltar ao foco dos candidatos nesta reta final, já na próxima semana. A previsão é que o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, retorne à capital mineira no próximo dia 2 de outubro. Renan Santos, do Missão, tem agenda prevista em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, para a próxima terça-feira, dia 29 de setembro.
Fonte: CBN
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