Gilmar Mendes diz que decisão do Conselho do MPF confirma lisura de Gonet
Gilmar também criticou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal determinado liminarmente por Mendonça e posteriormente suspenso.
Por Redação
26/09/2026 às 16:45

Foto: Gustavo Moreno/STF
O ministro Gilmar Mendes do STF disse em publicação no X, neste sábado (26), que a decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) que negou o afastamento do procurador-geral da República Paulo Gonet na condução do caso Master e rejeitou o pedido de investigação contra ele , "apenas confirmou a lisura de um homem íntegro, que dedicou a vida ao País e às instituições".
Sem citar o ministro André Mendonça, Gilmar Mendes aproveitou a publicação para criticar a decisão de levantar o sigilo do relatório da Polícia Federal, que revelou a proximidade entre o procurador-geral e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Ele escreveu: "Levanta-se o sigilo, submete-se a reputação de um homem honrado a ataques rasteiros nas redes sociais e, só então, reconhece-se que nada de grave havia naquelas conversas." Gilmar ainda afirmou que o próprio relator já havia reconhecido, em plenário, a fragilidade das insinuações.
O ministro também criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” no inquérito e afirmou que a investigação ganhou força à medida que avançava o ciclo eleitoral.
Gilmar criticou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado liminarmente por Mendonça e posteriormente suspenso pelo presidente do STF, Edson Fachin. Para o decano, a medida foi desproporcional e gerou riscos institucionais, embora tenha sido revertida rapidamente.
Ele afirmou que, apesar de distintos, os dois episódios refletem o mesmo problema: decisões individuais de grande alcance, tomadas de forma precipitada durante a fase de investigação, com efeitos irreparáveis sobre reputações e instituições.
Gilmar encerrou a publicação manifestando solidariedade a Paulo Gonet, a quem classificou como um homem íntegro. O ministro ainda declarou apoio ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, delegado de carreira com mais de 20 anos de atuação na área de segurança pública.
Fonte: CBN
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