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Polícia Federal pede ao Supremo quebra de sigilo bancário de Janones por suspeita de rachadinha

Polícia Federal pede ao Supremo quebra de sigilo bancário de Janones por suspeita de rachadinha

Por Redação

31/01/2024 às 10:00

Imagem de Polícia Federal pede ao Supremo quebra de sigilo bancário de Janones por suspeita de rachadinha

O delegado Roberto Santos Costa encaminhou há pouco ao gabinete do ministro Luiz Fux pedido para o afastamento dos sigilos bancário e fiscal do deputado federal André Janones (Avante-MG), investigado por suspeita de rachadinha em seu gabinete. Na petição, obtida pela Jovem Pan News, o policial elenca diversas evidências para fundamentação, dentre elas o áudio apresentado pelo ex-assessor Cefas Luiz Paulino em que Janones solicita “o repasse de parte das remunerações auferidas pelos assessores indicados para ocupar cargos em comissão” sob alegação de que o dinheiro serviria para “recomposição de seu patrimônio, que teria sido dilapidado para custear as despesas da sua campanha eleitoral de 2016 para prefeito de Ituiutaba/MG”.

Há ainda matéria jornalística com acusação de outro ex-assessor, Fabrício Ferreira Oliveira, segundo o qual “a maioria dos que ganhava um salário alto repassava de volta parte do que recebeu” e que os assessores que trabalhavam no estado colocavam esse “dinheiro em espécie em um envelope e iam para Brasília”. O delegado também ouviu todos os ex-assessores presentes na reunião que foi gravada, confirmando as falas de Janones. Segundo ele, “as diligências concluídas até o momento sugerem a existência de um esquema de desvio de recursos públicos no gabinete” de Janones. “Nesse contexto, o afastamento do sigilo bancário e fiscal se torna um passo essencial, pois possibilita um exame minucioso das transações financeiras e dos bens que possam ter vínculos com as práticas ilíticas em questão.”

As investigações também confirmara que Janones se desfez de uma previdência privada de R$ 68 mil em 2016, corroborando sua própria fala. “São simplesmente algumas pessoas que eu confio e que participaram comigo em 2016, que eu acho que elas entendem que realmente o meu patrimônio foi todo dilapidado, eu perdi uma casa de R$ 380 mil, um carro, uma poupança de R$ 200 mil e uma previdência de R$ 70 mil. Eu acho justo que essas pessoas também hoje participem comigo da reconstrução disso.” Por fim, o delegado destaca sua suspeita de envolvimento de assessores no esquema ilícito e pede a quebra também dos sigilos de seis funcionários.

 

Informações da Jovem Pan / Foto: Reprodução/ Instagram @andrejanones

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