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'Ovo da serpente começou no CredCesta na Bahia', diz Eduardo Girão sobre Banco Master

'Ovo da serpente começou no CredCesta na Bahia', diz Eduardo Girão sobre Banco Master

Por Evilásio Júnior

08/07/2026 às 08:56

Imagem de 'Ovo da serpente começou no CredCesta na Bahia', diz Eduardo Girão sobre Banco Master

Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo-CE), pré-candidato ao Governo do Ceará, afirmou que o escândalo do Banco Master teve origem na Bahia, a partir da venda da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) por R$ 15 milhões durante o governo Rui Costa (PT). 

Em entrevista à CBN Salvador, o congressista voltou a cobrar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso no Senado e disse que a investigação alcança políticos influentes dos três Poderes.

"O Brasil todo sabe disso, que o ovo da serpente começou no CredCesta aí. Mas tem desdobramento por todo o país. Aqui em Brasília, compraram meia Brasília, por isso que não sai a CPI do Banco Master. A CPI do Banco Master eu cobro diariamente ao presidente do Senado [Davi Alcolumbre]. Tem muita gente poderosa envolvida", afirmou.

Na avaliação de Girão, a futura eleição presidencial exigirá um candidato sem qualquer vínculo com o caso.

"Tem que chegar alguém na Presidência da República que não tenha relação nenhuma com o criminoso Vorcaro e com essa turma de ministros do Supremo, para enfrentar. E aí o Brasil vai se libertar dessas garras, dessas pessoas que só querem usar e abusar do dinheiro dos brasileiros e do poder", declarou.

Entre os alvos da investigação estão o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA). Eles são investigados por suposto recebimento de vantagens para apoiar um projeto de interesse do Banco Master. Todos negam participação em qualquer irregularidade.

A chamada "Emenda Master" é o apelido dado à proposta legislativa articulada por Nogueira que ampliaria o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Conforme a investigação da Polícia Federal, o texto teria sido elaborado para beneficiar os interesses da instituição financeira.

Críticas ao acordo entre PL e Ciro Gomes

Durante a entrevista, Girão também criticou a aproximação entre setores do PL e o grupo político do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), ao classificar como "inaceitável" qualquer entendimento entre a direita e o tucano.

"A única alternativa de direita conservadora é a nossa candidatura. As outras são PT e Ciro Gomes, que são farinha do mesmo saco", afirmou.

Segundo o senador, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teve razão ao cobrar coerência do PL diante das articulações políticas no Ceará.

A declaração ocorre em meio às divergências dentro do campo bolsonarista sobre a sucessão estadual e após o presidenciável Flávio Bolsonaro admitir que negociou com Vorcaro o financiamento do filme biográfico "Dark Horse", projeto que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Apoio a Romeu Zema

Girão também reforçou o apoio ao pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, ao afirmar que o ex-governador mineiro representa uma alternativa à polarização política nacional.

"O Brasil precisa tirar o PT da Presidência. Romeu Zema mostrou em Minas que é possível recuperar um estado quebrado, gerar empregos e reduzir privilégios. [...] Então, eu estou muito otimista com o Zema. Eu acho que o brasileiro vai deixar esse Fla-Flu de lado, esse Ba-Vi de lado", comparou.

O senador afirmou que o correligionário extinguiu cerca de 50 mil cargos comissionados em Minas Gerais e defendeu que o eleitorado busque uma alternativa "fora da polarização" entre PT e bolsonarismo.

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