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Bruno Reis reage a Rui Costa, critica Jerônimo e cobra dívida de mais de R$ 20 milhões do Estado com a Prefeitura de Salvador
Bruno Reis reage a Rui Costa, critica Jerônimo e cobra dívida de mais de R$ 20 milhões do Estado com a Prefeitura de Salvador
Por Evilásio Júnior
03/07/2026 às 13:01

Foto: Betto Jr. / Secom PMS
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), elevou o tom contra o governo Jerônimo Rodrigues (PT) nesta sexta-feira (3), ao comentar as declarações do pré-candidato petista ao Senado, Rui Costa, e os episódios políticos que marcaram o cortejo do 2 de Julho.
Durante a inauguração do novo Terminal Mané Dendê, no Subúrbio Ferroviário, o gestor soteropolitano afirmou que o grupo governista vive um momento de "tensão" e "desespero", após as polêmicas registradas durante as comemorações da Independência da Bahia.
"Ontem foi um show de horrores. Eu nunca vi tantas declarações infelizes e tantos atos que só fazem mostrar o tamanho da tensão, da preocupação e do desespero que eles estão vivendo. O inferno astral deles está em nível máximo, elevadíssimo", avaliou.
A declaração faz referência à tentativa do ex-ministro da Casa Civil de associar a esposa do ex-prefeito ACM Neto ao caso Banco Master e ao episódio em que o governador foi filmado empurrando uma mulher que o abordou durante o cortejo do 2 de Julho.
Cobrança por repasses
Bruno também aproveitou o evento para cobrar o pagamento de recursos que, segundo ele, são devidos pelo Governo do Estado à Prefeitura de Salvador.
O prefeito afirmou que a administração municipal nunca recebeu recursos estaduais por meio de convênios e citou uma dívida superior a R$ 20 milhões referente ao custeio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
"Um real de convênio do Governo do Estado nunca passou para a Prefeitura de Salvador. Um real. E ainda não pagam o que devem. Devem mais de R$ 20 milhões do Samu", declarou.
De acordo com Bruno, o Estado também deixou de repassar recursos para o funcionamento da Casa da Mulher Brasileira.
"A Casa da Mulher Brasileira já fez aniversário de dois anos e nunca repassaram um real sequer para o custeio. Se a Prefeitura dependesse deles, teria que fechar o serviço, parar as ambulâncias do Samu e encerrar o atendimento da Casa da Mulher. Mas isso não aconteceu porque tem gestão", disse.
"Pague o que deve"
Apesar das críticas, Bruno afirmou que os serviços continuarão a ser prestados pela Prefeitura, independentemente dos repasses estaduais.
"Pague porque é devido. Agora, se não pagar, o serviço vai continuar funcionando do mesmo jeito. Graças a Deus, tem prefeito, tem equipe e tem gestão", afirmou.
As declarações ampliam a troca de acusações entre governo e oposição, intensificada após os episódios registrados durante o cortejo do 2 de Julho e que têm elevado a temperatura da disputa política na Bahia de olho nas eleições de outubro.
Com informações do repórter Luiz Henrique, da CBN Salvador.
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