Home

/

Notícias

/

Política

/

'Clara tentativa de interferir no processo eleitoral com factoides e insinuações mentirosas', diz ACM Neto sobre Overclean'Clara tentativa de interferir no processo eleitoral com factoides e insinuações mentirosas', diz ACM Neto sobre Overclean

'Clara tentativa de interferir no processo eleitoral com factoides e insinuações mentirosas', diz ACM Neto sobre Overclean'Clara tentativa de interferir no processo eleitoral com factoides e insinuações mentirosas', diz ACM Neto sobre Overclean

Ministro Nunes Marques negou pedido de busca e apreensão contra ex-prefeito de Salvador; nova fase da operação investiga supostas fraudes em licitações de até R$ 80 milhões na área de educação

Por Redação

18/09/2026 às 06:45

Imagem de 'Clara tentativa de interferir no processo eleitoral com factoides e insinuações mentirosas', diz ACM Neto sobre Overclean'Clara tentativa de interferir no processo eleitoral com factoides e insinuações mentirosas', diz ACM Neto sobre Overclean

Foto: Divulgação

O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) reagiu à nova fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (17), após o ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitar um pedido de busca e apreensão contra o ex-prefeito de Salvador.

Em nota divulgada à imprensa, Neto alegou ser alvo de uma tentativa de interferência no processo eleitoral por meio de “factoides” e “insinuações mentirosas e falsas”. O postulante disse ainda que seu nome teria sido associado indevidamente a fatos com os quais, segundo ele, não possui qualquer relação.

“A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito”, afirmou.

De acordo com ACM Neto, a decisão de Nunes Marques confirma a inconsistência das acusações. A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia apresentado parecer favorável à realização da busca, mas o ministro considerou que não havia base legal suficiente para autorizar a medida.

Investigação apura contratos de até R$ 80 milhões

A nova etapa da Operação Overclean investiga suspeitas de fraudes em licitações e contratos públicos na área de educação em Belo Horizonte (MG). De acordo com a Polícia Federal, pelo menos três procedimentos analisados resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões.

A investigação apura um possível direcionamento de licitações para o fornecimento de serviços e materiais didáticos à Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, entre 2024 e 2025.

No âmbito da apuração, ACM Neto é citado como suspeito de ter indicado seu ex-secretário municipal de Educação em Salvador, Bruno Barral, para a Prefeitura de Belo Horizonte, com o objetivo de participar da escolha de empresários para licitações. A investigação apura ainda a hipótese de que, posteriormente, pudesse haver retorno financeiro ilícito.

A PF também investiga a eventual influência do União Brasil em indicações para cargos públicos que poderiam resultar em vantagens indevidas em contratos. ACM Neto ocupa o cargo de vice-presidente nacional da legenda.

As suspeitas, contudo, são objeto de investigação e não representam conclusão sobre responsabilidade criminal dos envolvidos.

“Rei do Lixo” volta a ser alvo da PF

O empresário José Marcos Moura, que já havia sido alvo de outras etapas da Operação Overclean, voltou a ser alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira.

Agentes cumpriram novos mandados de busca e apreensão na residência do empresário, no Trapiche Adelaide, no bairro do Comércio, em Salvador.

Ao todo, a operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em seis estados: Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.

De acordo com a PF, a nova fase busca esclarecer a atuação de uma suposta organização criminosa nas contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte.

Os investigadores apontam que os fatos podem configurar, em tese, crimes como fraude à administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal também informou que novos documentos obtidos durante a investigação levantaram suspeitas de obstrução da Justiça, o que teria motivado as diligências realizadas nesta quinta-feira.

PF aponta R$ 80,2 milhões em transações suspeitas

Em abril de 2025, a Polícia Federal apontou que José Marcos Moura teria movimentado R$ 80,2 milhões em transações consideradas suspeitas.

As informações tiveram origem em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhado à PF. Entre as operações mencionadas está um repasse de R$ 435 mil para uma pessoa com foro por prerrogativa de função, cuja origem seria a empresa MM Limpeza, ligada ao empresário.

Moura já foi alvo de outras operações de busca. Em ocasiões anteriores, a PGR chegou a pedir sua prisão preventiva, mas o pedido foi negado pelo ministro Nunes Marques, relator do caso no STF.

A investigação continua em andamento, e os mandados cumpridos nesta quinta-feira têm como objetivo reunir novos elementos sobre as suspeitas apuradas pela Polícia Federal.

ACM Neto diz que 'nada disso' vai interferir na campanha

Na nota divulgada após a decisão do STF, ACM Neto afirmou que pretende manter a agenda eleitoral e criticou o que classificou como tentativa de interferência no processo.

“Seguirei rodando o Estado, divulgando minhas propostas de governo e dialogando com a população, até o dia 4 de outubro, quando o povo terá oportunidade de dar uma resposta nas urnas”, declarou.

O candidato também afirmou que “nada disso” irá desviá-lo do propósito de fazer campanha e apresentar suas propostas aos eleitores baianos.

Leia a nota na íntegra: 

“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento.

Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia.

A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito. E não houve justamente porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados.

A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa. Temos a chance de, em 17 dias, vencer um grupo político que controla o governo do estado há 20 anos e que já demonstrou que é capaz de fazer qualquer coisa para se manter no poder, tentando inclusive usar as estruturas de Estado para interferir no resultado da eleição.

Nada disso vai me abalar e nem me desviar do meu propósito de servir ao povo da Bahia. Seguirei rodando o Estado, divulgando minhas propostas de governo e dialogando com a população, até o dia 4 de outubro, quando o povo terá oportunidade de dar uma resposta nas urnas.”

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.