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Governo anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família a 17 dias do primeiro turno

Governo anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família a 17 dias do primeiro turno

Piso mensal do programa passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, enquanto benefício médio deve subir para R$ 777; governo estima impacto de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026.

Por Redação

17/09/2026 às 11:19

Imagem de Governo anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família a 17 dias do primeiro turno

Foto: Ricardo Stuckert

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo pago às famílias passará dos atuais R$ 600 para R$ 691 por mês.

O anúncio ocorre 17 dias antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. Lula disputa a reeleição neste ano.

Além do aumento do piso, o governo informou que o benefício médio deverá passar de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começarão a valer na folha de pagamento de outubro.

Reajuste será de 15,04%

Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o percentual de 15,04% corresponde à reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado desde o início da atual configuração do programa até agosto deste ano.

O governo afirma que a atualização tem como objetivo preservar o poder de compra das famílias atendidas pelo programa e que há espaço fiscal para realizar a correção.

O anúncio foi realizado no Palácio do Planalto, com a participação de Lula e de integrantes do primeiro escalão do governo, entre eles Moretti, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

Impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026

De acordo com os números apresentados pelo governo, o reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas ainda em 2026.

Para 2027, o custo adicional projetado é de aproximadamente R$ 22 bilhões.

Moretti afirmou que parte dos recursos necessários neste ano virá de uma sobra orçamentária associada ao esforço para reduzir a fila da Previdência Social.

Para o próximo ano, o governo deverá fazer ajustes na proposta orçamentária enviada ao Congresso Nacional. O projeto apresentado no fim de agosto não previa reajuste do Bolsa Família e mantinha o benefício mínimo em R$ 600.

Anúncio ocorre na reta final da campanha

O momento do anúncio também chama atenção pela proximidade das eleições. O reajuste foi divulgado a 17 dias da votação do primeiro turno.

O governo afirma que a correção está amparada pela legislação e será realizada dentro do espaço fiscal disponível.

A proximidade entre mudanças em programas de transferência de renda e eleições também ocorreu em 2022. Naquele ano, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o Auxílio Brasil passou de R$ 400 para R$ 600 após a aprovação de uma emenda constitucional pelo Congresso.

A comparação é apenas cronológica e jurídica, já que as medidas foram adotadas em contextos, programas e por mecanismos legais distintos.

Pagamento de setembro ainda segue regras atuais

O reajuste anunciado nesta quinta-feira não modifica os pagamentos referentes ao mês de setembro.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os repasses deste mês começaram nesta quinta (17) e seguem até 30 de setembro, de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Em setembro, o benefício médio efetivamente pago é de R$ 678,18, alcançando aproximadamente 19,29 milhões de famílias.

Os valores reajustados serão aplicados somente a partir da folha de outubro.

Além do piso familiar, o Bolsa Família possui adicionais conforme a composição de cada família. Pelas regras vigentes antes da implementação do novo reajuste, há pagamentos adicionais para crianças, adolescentes, gestantes e famílias com bebês, entre outros critérios previstos pelo programa.

Com o anúncio desta quinta-feira, o piso do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o governo projeta que o pagamento médio chegue a R$ 777 a partir de outubro.

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