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Operação Iceberg prende 11 suspeitos e investiga rede de tráfico voltada a clientes de alta renda na Bahia

Operação Iceberg prende 11 suspeitos e investiga rede de tráfico voltada a clientes de alta renda na Bahia

Principal alvo teria movimentado R$ 9,6 milhões em cinco anos; Justiça autorizou bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos dos investigados.

Por Redação

24/09/2026 às 10:48

Imagem de Operação Iceberg prende 11 suspeitos e investiga rede de tráfico voltada a clientes de alta renda na Bahia

Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil da Bahia informou a prisão de 11 pessoas durante a Operação Iceberg, deflagrada nesta quinta-feira (24), contra uma rede suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, o grupo atendia consumidores de alto poder aquisitivo, incluindo médicos, empresários e advogados, e utilizava redes sociais para comercializar entorpecentes.

As ações ocorreram em Salvador, Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus. Também houve cumprimento de mandado no sistema prisional de Aracaju, em Sergipe, contra um investigado que já estava detido. O balanço divulgado registra nove mandados de prisão preventiva e duas prisões em flagrante.

Entre os presos está Erik Castro Gusmão Seixas, apontado pela polícia como o principal alvo da operação. Localizado no Alto do Itaigara, em Salvador, ele é investigado pela comercialização de drogas pelo Instagram e por suspeitas de ocultação de patrimônio.

A apuração também atribui funções regionais a outros dois investigados. Luan Costa da Silva é apontado como responsável pela distribuição em Santo Antônio de Jesus e municípios próximos. Marco Antonio Cavalcanti de Azevedo Lopes teria atuação em Vitória da Conquista e outras cidades do sudoeste baiano.

Outros nomes aparecem ligados a diferentes suspeitas. Laisa Franca Lacerda é investigada por armazenamento de drogas e movimentação financeira, enquanto Matheus Ribeiro Mello do Nascimento teria atuado na revenda e intermediação de negociações. Guilherme Rodrigues de Oliveira é investigado por transações envolvendo uma empresa apontada como de fachada. No caso dele, as informações divulgadas ressaltam que não havia sido identificado vínculo direto com a comercialização de entorpecentes.

Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a análise financeira identificou mais de R$ 9,6 milhões movimentados pelo principal alvo ao longo de cinco anos, em mais de 16,6 mil transações bancárias. Esse montante corresponde às operações financeiras identificadas na investigação, e não a dinheiro apreendido durante a ação.

A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos dos investigados. O valor representa o limite autorizado pela decisão; as informações consultadas não confirmam que essa quantia tenha sido efetivamente localizada e bloqueada.

Os policiais recolheram drogas, uma pistola, celulares e documentos. O material será analisado para esclarecer a movimentação financeira e identificar possíveis outros envolvidos. A investigação teve origem em informações da Operação Gênesis, também conduzida pelo DHPP. As suspeitas apresentadas pela polícia ainda dependem de apuração e não equivalem a uma condenação.

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