OMS estima que Covid matou três vezes mais do que números oficiais
Por Henrique Spínola
16/05/2026 às 17:23

Foto: Reprodução/Freepik
A Organização Mundial da Saúde divulgou um relatório apontando que a pandemia da Covid-19 pode ter causado aproximadamente 22,1 milhões de mortes em todo o mundo entre 2020 e 2023 — número mais de três vezes superior aos cerca de 7 milhões de óbitos oficialmente registrados no período.
Segundo o estudo, o levantamento considera não apenas mortes diretamente provocadas pelo coronavírus, mas também os impactos indiretos da pandemia, como superlotação hospitalar, interrupção de tratamentos e dificuldades de acesso aos sistemas de saúde.
Relatório aponta subnotificação global
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, para cada morte oficialmente registrada por Covid-19, outras duas mortes em excesso podem ter ocorrido relacionadas aos efeitos da crise sanitária.
O relatório destaca que muitos países enfrentaram dificuldades para registrar corretamente os óbitos durante a pandemia, principalmente por limitações em sistemas de saúde e falhas nos dados de mortalidade.
2021 foi o ano mais crítico da pandemia
Segundo o documento, o pico da mortalidade ocorreu em 2021, quando foram registradas cerca de 10,4 milhões de mortes excedentes no mundo, impulsionadas principalmente pela circulação da variante Delta e pelo colapso dos sistemas de saúde em diversos países.
Com o avanço da vacinação global e a redução dos casos graves, o número de mortes em excesso caiu para aproximadamente 3,3 milhões em 2023.
Homens e idosos foram os mais afetados
Os dados da OMS mostram que:
- Homens representaram cerca de 57% das mortes associadas à pandemia;
- Pessoas com 65 anos ou mais concentraram a maior parte dos óbitos;
- O Sudeste Asiático liderou o número de mortes relacionadas à Covid-19, seguido pelas Américas e Europa.
Pandemia reduziu expectativa de vida global
O relatório também aponta que a pandemia provocou uma forte queda na expectativa de vida mundial. O índice global caiu de 73 anos, em 2019, para 71 anos em 2021, retornando aos níveis registrados uma década antes.
A OMS defendeu investimentos em sistemas públicos de saúde, monitoramento epidemiológico e ampliação da cobertura médica para evitar impactos semelhantes em futuras emergências sanitárias.
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