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Nunes Marques vai deixar para depois do 2º turno análise da revisão da condenação de Bolsonaro
Nunes Marques vai deixar para depois do 2º turno análise da revisão da condenação de Bolsonaro
O ministro também tem dito a auxiliares que vê uma série de 'exageros' no processo sobre a tentativa de golpe.
Por Redação
06/10/2026 às 08:46

Foto: Ton Molina/STF
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem dito a interlocutores que pode pautar para depois do segundo turno das eleições o processo que trata do pedido de revisão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nunes Marques é o relator da revisão criminal apresentada pela defesa de Bolsonaro.
Segundo interlocutores, o processo já está pronto para ser julgado, mas o ministro ainda não liberou a ação para evitar acusações de interferência no processo eleitoral. Já que Nunes é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pela CBN com fontes do Supremo.
Críticas ao processo da tentativa de golpe
O ministro também tem dito a auxiliares que vê uma série de “exageros” no processo sobre a tentativa de golpe, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes.
Nessa ação Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão.
Nunes indicou que pretende levar a revisão criminal para análise do plenário do STF, independentemente do resultado das eleições.
Divergências dentro do STF
O assunto divide opiniões dentro da própria Corte e pode representar mais um ponto de desgaste entre os ministros.
Os ministros que participaram do julgamento e votaram pela condenação de Bolsonaro consideram que o processo foi legítimo e não identificaram esses supostos excessos que pode ser apontado por Nunes.
Por outro lado, o ministro Luiz Fux, que também participou do julgamento na Primeira Turma, divergiu de Moraes e foi o único a votar pela absolvição de Bolsonaro.
A discussão acontece em meio à disputa presidencial.
Flávio Bolsonaro diz que concederá indulto ao pai se for eleito
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, já afirmou que, se for eleito, pretende conceder indulto ao pai e a outros condenados pelo processo sobre a tentativa de golpe.
Um dia após o primeiro turno, a defesa de Jair Bolsonaro também pediu ao ministro Alexandre de Moraes que Flávio possa visitar o pai.
Moraes havia proibido as visitas do senador por 90 dias, após considerar que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares. O prazo termina na próxima semana, mas a defesa pediu que a visita seja antecipada.
Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, com uma vantagem de cerca de 2 milhões de votos.
Fonte: CBN
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