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Novo Congresso dificulta planos de Motta e Alcolumbre para seguir no comando da Câmara e do Senado

Novo Congresso dificulta planos de Motta e Alcolumbre para seguir no comando da Câmara e do Senado

Eleição ampliou bancada de direita e mudou cenário para disputa pelas presidências das Casas em 2027.

Por Redação

05/10/2026 às 13:32

Hugo Motta e Davi Alcolumbre, presidentes da Câmara e do Senado

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

As eleições de 2026 mudaram a correlação de forças no Congresso Nacional e tornaram mais difícil a tentativa de reeleição dos atuais presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União), para o comando das Casas em 2027.

Os dois chegam à disputa com menos força política e diante de um Congresso mais alinhado à direita. Além disso, na reta final da campanha eleitoral, Motta e Alcolumbre se aproximaram do presidente Lula (PL), em um movimento que agora pode dificultar a construção de maioria entre os parlamentares eleitos.

Na Câmara, Hugo Motta conseguiu renovar o mandato de deputado federal pela Paraíba, mas teve uma queda na votação e não conseguiu eleger o pai, Nabor Wanderley (Republicanos), para o Senado. A bancada da direita, de acordo com levantamento da Diap, subiu de 248 para 260 deputados, o que deve forçar Motta a ceder a esse grupo se quiser continuar no comando da Casa.

No Senado, Alcolumbre também chega enfraquecido, já que seu grupo político perdeu o governo estadual. Além disso, a recente aproximação do governo Lula e a resistência em avançar com pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pesam contra o atual presidente do Senado.

Se na Câmara não há ainda um nome do PL que desponte para a disputa da presidência, no Senado Rogério Marinho (PL), coordenador de campanha de Flávio, já é apontado como o nome que pode desbancar Alcolumbre, ainda mais com o PL tendo agora 28 cadeiras, como explica a consultora de relações governamentais Letícia Mendes.

"Historicamente, a presidência do Senado Federal costuma ficar com a maior bancada da Casa. Acabou que, com Rodrigo Pacheco e com Alcolumbra, esse movimento aconteceu de uma forma diferente. Mas o PL deve exigir esse espaço de poder na Casa. Ele vai ter um número [de senadores] que nenhum outro partido teve desde a redemocratização", diz.

Motta e Alcolumbre ainda têm a vantagem de ocupar as presidências da Câmara e do Senado e conhecerem os mecanismos de articulação política do Congresso. Mas a eleição de 2026 reduziu a margem de manobra dos dois.

Por enquanto, está mantida, por exemplo a votação da PEC que acaba com a jornada 6x1, no plenário do Senado, tema que é de interesse do governo Lula, mas que enfrenta resistência na oposição. Para se manter no comando do Senado, Alcolumbre pode usar a medida como um aceno ao PL.

Fonte: CBN

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