Nikolas Ferreira rebate Janja e questiona dados sobre feminicídio no Brasil
Por Redação
30/03/2026 às 07:27

Foto: Divulgação
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo nas redes sociais neste domingo (29) em resposta à primeira-dama Janja Lula da Silva, após troca de críticas envolvendo um projeto de lei sobre a criminalização da misoginia.
A manifestação ocorre depois que Janja defendeu publicamente a proposta, na última sexta-feira (27), e acusou o parlamentar de divulgar informações falsas ao criticar o texto. Durante sua fala, a primeira-dama relacionou o debate à violência contra mulheres e afirmou que casos de feminicídio continuam ocorrendo no país.
Troca de críticas nas redes
Em resposta, Nikolas Ferreira contestou as declarações e criticou o projeto, afirmando que a proposta não estaria diretamente ligada ao combate à violência contra a mulher. Segundo ele, a iniciativa poderia ser usada para limitar opiniões e discursos divergentes.
O deputado também fez críticas diretas à primeira-dama e ao governo federal, citando dados sobre feminicídio em gestões anteriores e responsabilizando administrações passadas pelos números registrados.
Debate sobre misoginia
O embate ocorre no contexto da discussão sobre um projeto de lei que pretende tipificar a misoginia como crime. Defensores da proposta argumentam que a medida é necessária para combater discursos de ódio e prevenir a violência contra mulheres.
Já críticos, como o parlamentar, afirmam que o texto pode abrir margem para interpretações amplas e restrições à liberdade de expressão.
Contexto da violência contra mulheres
O tema do feminicídio tem ganhado destaque no debate público brasileiro. Dados recentes apontam que o país registra milhares de casos por ano, mantendo o problema como uma das principais preocupações sociais.
A própria Janja tem defendido que o combate à violência contra mulheres exige mudanças culturais e ações coordenadas entre governo e sociedade.
Especialistas e autoridades apontam que, apesar de avanços em políticas públicas, os índices continuam elevados, reforçando a necessidade de medidas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.
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