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Nikolas Ferreira protocola pedido de impeachment de Lula por crise diplomática com os EUA

Nikolas Ferreira protocola pedido de impeachment de Lula por crise diplomática com os EUA

Por Redação

16/07/2025 às 08:30

Imagem de Nikolas Ferreira protocola pedido de impeachment de Lula por crise diplomática com os EUA

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protocolou nesta terça-feira (15) um pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atribuindo ao chefe do Executivo a responsabilidade pela atual crise diplomática com os Estados Unidos. O requerimento foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), com a assinatura de 72 parlamentares.

Segundo Nikolas, o presidente teria cometido dois crimes de responsabilidade previstos na Lei nº 1.079/1950, que trata do impeachment de autoridades como ministros do STF, procurador-geral da República e o próprio presidente da República. De acordo com o texto, Lula teria violado o item 6 do artigo 5º — ao celebrar “tratados, convenções ou ajustes que comprometam a dignidade da Nação” — e o item 7 do artigo 9º, que considera atentado à probidade na administração agir de maneira incompatível com a dignidade, honra e decoro do cargo.

Entre os pontos destacados no pedido de impeachment estão:

  • Aproximação com regimes autoritários, como o Irã, com destaque para a autorização da atracação de navios de guerra iranianos em portos brasileiros;
  • Recusa do governo brasileiro em classificar o PCC como organização terrorista, mesmo diante de solicitações formais dos Estados Unidos;
  • Campanha pela desdolarização do comércio internacional dentro do BRICS, com críticas diretas ao papel do dólar na economia global;
  • Declarações públicas ofensivas a líderes estrangeiros, como o ex-presidente norte-americano Donald Trump, que teriam intensificado o mal-estar entre Brasília e Washington.

Nikolas afirmou que essas atitudes representam “um comportamento incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”, além de comprometerem os interesses estratégicos do Brasil. “O Brasil não pode ser conduzido com base em interesses ideológicos ou revanchismos pessoais. A política externa deve servir aos brasileiros, e não à conveniência de regimes autoritários ou agendas antiocidentais”, declarou o deputado.

Agora, o pedido será analisado pela Presidência da Câmara dos Deputados, que decidirá se dará ou não seguimento à solicitação. 

 

Informações da Gazeta Brasil / Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

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