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Bancada baiana se divide e 17 deputados votam para derrubar veto de Lula ao PL da Dosimetria

Bancada baiana se divide e 17 deputados votam para derrubar veto de Lula ao PL da Dosimetria

Por Henrique Spínola

30/04/2026 às 18:38

Imagem de Bancada baiana se divide e 17 deputados votam para derrubar veto de Lula ao PL da Dosimetria

Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

A bancada baiana na Câmara dos Deputados se dividiu durante a votação que derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria, projeto que altera regras para cálculo de penas relacionadas a crimes contra o Estado Democrático de Direito. Na sessão do Congresso Nacional realizada nesta quinta-feira (30), 17 deputados federais da Bahia votaram pela derrubada do veto, enquanto 15 defenderam a manutenção da decisão presidencial. Outros parlamentares não participaram da votação, e houve ainda uma abstenção.

O resultado chamou atenção nos bastidores de Brasília porque nomes considerados próximos ao Palácio do Planalto acabaram votando contra a orientação do governo. Entre eles estão Pastor Sargento Isidório e Sérgio Brito, que acompanharam a ala favorável à derrubada do veto, ampliando a leitura política de que o governo teve dificuldade para segurar sua base em uma pauta sensível.

Veja quem votou pela derrubada do veto

Entre os deputados baianos que votaram para derrubar o veto presidencial estão nomes como Adolfo Viana, Arthur Oliveira Maia, João Carlos Bacelar, Capitão Alden, Claudio Cajado, Elmar Nascimento, Paulo Azi e Roberta Roma, além de outros integrantes da bancada baiana.

Já entre os parlamentares que votaram pela manutenção do veto estão nomes ligados à base governista, como Afonso Florence, Alice Portugal, Jorge Solla, Lídice da Mata, Waldenor Pereira e Zé Neto.

O que muda com o PL da Dosimetria

O projeto modifica critérios de aplicação de pena para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, especialmente em casos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. Defensores da proposta afirmam que o texto busca ajustar a proporcionalidade das penas aplicadas; críticos argumentam que a medida pode abrir espaço para redução de punições em casos considerados graves contra as instituições democráticas.

A derrubada do veto representa mais um revés político para o governo no Congresso e reforça a dificuldade do Planalto em consolidar maioria em votações de grande repercussão nacional.

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