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Milton Leite recebeu visitas irregulares de prefeito e ex-PM condenado, diz MP

Milton Leite recebeu visitas irregulares de prefeito e ex-PM condenado, diz MP

No último sábado, cinco agentes de segurança foram afastados por suspeita de conceder regalias ao ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo na prisão

Por Redação

19/10/2026 às 18:26

Milton Leite (União Brasil), ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de SP

Foto: Richard Lourenço/Rede Câmara

O Ministério Público de São Paulo aponta visitas irregulares a Milton Leite na Cadeia de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana. O ex-presidente da Câmara da capital está preso no local há um mês, acusado de atuar no envolvimento do PCC no transporte público de São Paulo.

Entre as visitas, segundo o Ministério Público, estariam a do prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues, do PL, e do ex-policial militar Edilson Ricardo da Silva.

O ex-PM foi condenado por fazer parte de uma quadrilha que atacou uma companhia da Polícia Militar roubar caixas eletrônicos na cidade de Guararema, vizinha a Mogi das Cruzes.

Em 2024, tentou ser candidato a vereador de Mogi das Cruzes pelo PRTB, mas teve a candidatura rejeitada por causa dessa condenação.

No último sábado, cinco agentes de segurança foram afastados por suspeita de conceder regalias ao ex-vereador na prisão.

Entre os afastados estão a delegada seccional de Mogi das Cruzes, Margarette Barreto, o diretor da cadeia pública do município, o delegado titular do primeiro Distrito Policial, um investigador e um carcereiro.

Na última sexta-feira, uma operação do Ministério Público quase 155 mil reais e dez mil dólares com o carcereiro suspeito de facilitar regalias para Milton Leite.

A investigação começou após uma denúncia anônima que apontou suspeitas de que o ex-presidente da Câmara de São Paulo estivesse recebendo regalias na prisão. Entre elas, estariam visitas de políticos e amigos fora dos dias e horários permitidos, inclusive à noite e aos fins de semana.

Em depoimento à Corregedoria, a delegada seccional Margarette Barreto afirmou que tinha conhecimento de apenas duas visitas ao ex-vereador: a do deputado estadual Delegado Olim, do Progressistas, e a da esposa de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, que é advogada.

A delegada negou a concessão de privilégios.

Em nota, a defesa de Milton Leite negou que o político tenha recebido regalias e afirmou que ele nunca teve tratamento diferenciado na unidade prisional. Os advogados disseram ainda que estão à disposição para colaborar com as investigações.

Na semana passada, a Justiça prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo.

Fonte: CBN

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