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Justiça do Trabalho dá prazo de 24h para que Meta remova publicações que incentivem demissões por voto

Justiça do Trabalho dá prazo de 24h para que Meta remova publicações que incentivem demissões por voto

A decisão estabelece a remoção de 14 conteúdos identificados no processo e prevê multa diária de R$ 50 mil por link mantido no ar em caso de descumprimento.

Por Redação

30/10/2026 às 09:27

Facebook, Instagram e WhatsApp são redes sociais da Meta

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Justiça do Trabalho de São Paulo determinou que a Meta, empresa responsável pelo Instagram e Facebook, retire das redes sociais publicações que incentivem o assédio eleitoral contra trabalhadores. A decisão estabelece prazo de 24 horas para a remoção de 14 conteúdos identificados no processo e prevê multa diária de R$ 50 mil por link mantido no ar em caso de descumprimento.

A determinação também obriga a empresa a interromper o impulsionamento algorítmico das publicações e a divulgar um comunicado institucional aos usuários brasileiros, esclarecendo que a legislação proíbe o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A Meta poderá ser multada em R$ 200 mil caso não publique o aviso no prazo estabelecido pela Justiça.

A ação foi apresentada pelo Ministério Público do Trabalho, que aponta a circulação de conteúdos que estimulam empregadores a pressionar funcionários, constranger trabalhadores ou interferir na liberdade de escolha política.

A decisão ocorre em um momento em que o governo federal anunciou um conjunto de medidas para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A iniciativa reúne o Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério Público do Trabalho, a Advocacia-Geral da União, o Tribunal Superior do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral e o Ministério da Justiça.

Entre as ações está a criação de um canal específico para receber denúncias de trabalhadores que sofreram ou presenciaram ameaças, constrangimentos ou discriminação por causa de suas escolhas políticas. A Carteira de Trabalho Digital também será utilizada para orientar os profissionais sobre seus direitos e os procedimentos para denunciar irregularidades.

O governo anunciou ainda a criação de uma lista de empregadores envolvidos em casos de assédio eleitoral e medidas que podem levar à suspensão de créditos, conforme os instrumentos legais aplicáveis. A fiscalização trabalhista também poderá identificar irregularidades e lavrar autos de infração.

Fonte: CBN

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